sábado, 19 de março de 2011

II Congresso Internacional de Teologia no Mackenzie - Esboço 1


Nos dias 14, 15 e 16 desse mês participei na Universidade Presbiteriana Mackenzie do II Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja, cujo preletor principal foi o Dr. Wayne Grudem. O tema foi "A atuação do cristão na esfera pública. As palestras do Dr. Grudem eram sinteses dos capítulos do seu livro Politics Acording to the Bible - obra ainda não publicada em português.
Esta e as próximas postagens deste blog são esboços que fiz a partir de duas palestras do Dr. Grudem e uma do Dr. Nicodemus.



  • 5 Visões Errôneas da relação entre Cristianismo e Política.

  • Apartir de Jó 12.23 Dr. Grudem afirma que a nação brasileira foi levantada por Deus. É Ele que conduz soberanamente a história das nações conforme o seu propósito. As nações devem engajar-se nesse propósito para a glória de Deus.


  • Em meio a esse engajamento, uma vez que Deus reina sobre todas as nações, como não deve ser a relação entre cristãos e o Estado (toma-se Estado aqui como sinônimo de Governo).


  1. O Estado não deve forçar uma religião sobre uma nação.


  • Com base em Mateus 22.21 fica claro que existem duas esferas distintas de autoriada - a religiosa e a do Estado. Jesus não diz exatamente o que se deveria dar a Deus e a César, mas fica claro que uma não deve sobrepor a outra.

  • Em Lucas 9.52-56 observa-se que o "método de evangelismo" proposto por Tiago e João não foi aceito por Jesus. Dr. Grudem brincou que sendo os samaritanos da vila exterminados, a próxima vila teria 100% de aceitação para a pessoa de Jesus. Mas o caso é que os discípulos não tinham o direito de tirar a vida dos samaritanos porque não receberam Jesus.

  • Dr. Grudem comenta que quando passa em frente a um templo busdista, ou a uma mesquista, sente ao mesmo tempo tristeza e alegria. Tristeza por saber que ali as pessoas estão sendo enganadas, distanciadas da Verdade. Mas alegria por saber que em seu país há liberdade religiosa.

2. O Governo não pode excluir a religião da esfera pública.



  • Muda-se de "liberdade de religião" (liberdade religiosa) para "liberdade da religião" (livre de religião).

  • Na prática, isso vem acontecendo sempre que algum tipo de manifestação religiosa (oração, dez mandamentos) é proibida em algum local público, ou algum tipo de cerimônia.

  • Também tem-se aplicado tais sanções religiosas no que diz respeito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Quando contexta-se a legitimidade de tal união, cortes norte-americanas afirmam que a religião não pode interferir a decisão pessoal do cidadão. Dr. Grudem argumenta que religião diz respeito a escolha que as pessoas fazem quanto a igreja que frequentarão, e não no que diz respeito a união civil. Pode até existir razões religiosas por trás de muitas leis, mas isso não estabelece religião.

  • A liberdade de expressão naturalmente é tolhida nesse processo.

  • Como servos de Deus para o bem da sociedade (Rm 13.4), o Estado não pode ignorar absolutos morais, os quais são muitas vezes esboçados na religião.

  • Na Bíblia temos vários exemplos de servos de Deus que aconselharam governantes: José do Egito, Daniel, Isaías, João Batista, etc.

3. Todo Governo é demoníaco e mal.



  • Greg Boyed afirma com base em Lucas 4.6 que Satanás preside todas as nações. Quando ele as oferece a Jesus, este não lhe contradiz afirmando que elas não lhe perteciam. É preciso lembrar que Satanás é mentiroso, e a prova inconteste disso é a exata resposta de Cristo: Somente Deus deve ser adorado.

  • Ao contrário do que Satanás diz, a Bíblia afirma em vários momentos que o governo das nações pertence a Deus (Daniel 4.17; Romanos 13.1-6; 1 Pedro 2.13-14).

  • É falacioso dizer que Jesus nunca se pronuncio quanto a autoridade do Estado, uma vez que a Bíblia como um todo trata a esse respeito. É preciso lembrar que toda a Bíblia é carregada da autoridade de Jesus, e não somente os Evangelhos.

  • Dr. Grudem lança a questão: o pacifismo poderia ter parado Hitler?

  • Falta-lhe a percepção de que tanto o evangelho, quanto o governo, são estabelecidos por Deus para restringir o mal na sociedade.

  • Boyed em suma [minhas palavras] defende uma perspectiva hippie de sociedade, uma visão anarquista.

4. Evangelize, não faça política.



  • Eis a idéia de abstenção.

  • John MacArthur em Why Government Can't Save You afirma que o envolvimento em questões de ordem governamental não são vitais para nossas vidas espirituais, para o testemunho de justiça ou no avanço do Reino de Cristo.

  • Dr. Grudem disse que poderia escrever também algo como que Por que a Igreja não pode salvar sua casa de um incêndio.

  • Fomos chamados para boas obras.

  • Se oramos por bons governos, não deveríamos igualmente trabalhar por bons governos. Ensinar nas igrejas a esse respeito é uma boa obra.

  • MacArthur fala que um governo nada pode fazer em prol do avanço do evangelho. Dr.Grudem responde com uma simples observação nas duas Coreas. Basta pensar que se tratava de um mesmo país, um mesmo povo, uma mesma língua, mas com diferenças absurdas.

  • O evangelho integral inclui transformação da sociedade. Se o propósito da Igreja sobre terra é apenas evangelizar, onde fica o amor ao próximo, na medida de atos práticos em benefício ao outro?

  • Na história é visível quantas leis em benefício da humanidade foram criadas em contextos cristãos.

5. Faça política e não evangelismo.



  • Boas leis são o bastante.

  • Esse "evangelho social" tem seguidores nos flancos liberais.

  • Em certa escala, são necessárias pessoas com o coração transformado para proporem ou cumprirem boas leis.


A Visão Bíblica significativa de influência no Governo.



  • Dr. Grudem faz menção de grandes homens na Bíblia que marcaram seu tempo e sua sociedade pela influência política em obediência a Deus.

  • José no Egito. Moisés da mesma sorte.

  • Daniel na Babilônia.

  • Jeremias junto aos cativos.

  • Neemias enviado da Pérsia para Jerusalém.

  • Ester na Pérsia pelos judeus.

  • No N.T, João Batista e Paulo falaram a governantes, e exerceram influência.

O primeiro capítulo do livro do Dr Grudem, onde se encontra a íntegra dessa preleção está disponibilizado aqui em pdf.

Posso dizer particularmente que estas palavras sem dúvida constituem um embasamento poderosamente bíblico para que cristãos se envolvam na política, tendo em mente o governo de Deus sobre os povos, e nossa responsabilidade de exercermos segundo sua Palavra a justa e boa influência sobre a sociedade onde vivemos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"Eu Sou"


Eu sou Asafe! O Salmo 73 é como um espelho para mim, quando eu leio e me vejo refletido naquelas palavras. Aquela revolta é minha; aquela amargura é minha; aquele turbilhão de sentimentos acontecendo dentro de mim. Como ele eu me alimento de lágrimas, me farto de angústia e me embriago em minha loucura. Faço as mesmas perguntas que um dia ele fez, sinto a mesma dor que um dia ele sentiu. Meus olhos vêem a vida como um dia ele viu, e avaliou e se revoltou. Uma revolta contra os perversos que enriqueceram e se deleitaram na prosperidade ilícita. Uma inveja revoltante contra o mundo, que premia os arrogantes e favorece os ímpios. Enfim, uma revolta contra Deus, julgando minha retidão inútil e vã. Eu sou Asafe ao carregar esse peso, a difícil tarefa de refletir sobre o sentido da vida à luz de tantas injustiças e incoerências. Eu sou Asafe caminhando pelas ruas e esquinas da vida, observando estarrecido que ela, aparentemente, continua a mesma.
Eu sou Moisés! No deserto de sua culpa, no abandono do Egito para viver em solidão a sua frustração consigo mesmo. Ao reler a narrativa de Êxodo 2 sou convencido que como ele eu tenho o coração cheio de boas intenções, mas as mãos manchadas de culpa. Ele assassinou um egípcio, eu matei tantos em meu coração. A fuga foi para ele o único caminho possível; de fugas e esconderijos a minha vida é constituída. É verdade que Deus usou o pecado de Moisés para cumprir seus propósitos, mas isso não o livrou da dor, do sofrimento e da decepção consigo mesmo. Além do fato que ele se sentiu incompreendido pelos seus próprios irmãos hebreus. Quantas noites solitárias, quantas peregrinações diárias foram precisas para que Moisés se reencontrasse! Eu sou Moisés em meu deserto, sou ele em minhas culpas. Peregrino por aí em busca de respostas, muitas vezes sem perspectivas, na esperança de que um dia eu saiba que os meus pecados foram úteis aos seus propósitos.
Eu sou Elias! Quando medito em sua vida narrada no Primeiro Livro de Reis percebo, especialmente no capítulo 19, que o medo que ele sentiu é o mesmo que me apavora. Medo da vida, medo especialmente das consequências da vida, medo do que é certo... simplesmente medo. Não é falta de fé, nem mesmo depressão, é a ferida aberta de minhas fragilidades. Ah! Como eu sou como Elias. Como ele meu primeiro impulso é pensar na morte, na cessação da dor, no fim de todas obrigações. A visão obliterada pelos acontecimentos é a mesma, a incapacidade de ver Deus agindo na história também. Sinto-me na caverna, cansado e desestimulado, Meus argumentos com Deus são lógicos para mim, é a mais pura versão da realidade. Não há mais nada a fazer, nada que possa mudar essa realidade que enxergo. Eu sou Elias, em sua solidão profética, em seu abandono ministerial, em sua luta interna. Eu sou Elias, em sua mágoa com seu povo e sua estima abalada. Eu, também, sou Elias.
Eu sou muito mais, sou Jó em sua calamidade, sou José em sua relação tumultuada com seus irmãos. Sou Davi, sou Pedro, sou João, e muitos outros espalhados pelas páginas da Bíblia. Sou todos e sou eu. Vivo e sinto o que eles viveram e sentiram, mas afinal sou apenas eu mesmo, vivendo a minha história. Mas espero, como eles, aprender a tratar a minha revolta, a minha culpa ou o meu medo. Espero como eles fazê-lo na dependência de Deus, reconhecendo que "nenhum de seus planos pode ser frustrado" (Jó 42.1). Espero entender que o caminho que eles encontraram para vencer os desafios da vida e a reencontrar a alegria da existência foi na oração. Momento em que seja no Templo (Asafe), seja no deserto (Moisés), seja em Horebe (Elias), Deus falará comigo. E em meio às minhas orações direi: "Ouve, Senhor, a minha súplica e cheguem a ti os meus clamores " (Salmo 102. 1).

Jôer Corrêa Batista - meu mestre, irmão e amigo.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Crentes Incrédulos


Crer em algumas coisas requer desacreditar outras. É extremamente incoerente dizer-se crente e ao mesmo tempo acreditar em tudo. Não se pode sustentar idéias ou conceitos auto-excludentes, e por isso ser verdadeiramente crente em Jesus Cristo implica em ser incrédulo quanto a tudo que contraria sua Palavra.

Sendo assim, em certas circunstâncias, sermos considerados incrédulo não chega a ser uma ofensa. Dependendo de quem fala e daquilo que afirma ou pratica, ser incrédulo perto desse tipo de gente é o certo. É nosso dever manifestar incredulidade para com certas pessoas e suas palavras.

A Palavra de Deus destaca o tratamento dado aos falsos profetas em Deuteronômio 13. 1-3:
Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.

Não são dignos de crédito aqueles que conclamam os filhos de Deus para servirem outros deuses. Na Mesopotâmia podia ser mais fácil que hoje para os hebreus distinguirem o SENHOR dos falsos deuses. Mas isso ainda é nosso dever, uma vez que falsos profetas se levantam no meio da Igreja para desviar os crentes. Todo aquele que prega outro evangelho, Paulo é taxativo, deve ser considerado maldito (Gálatas 1. 6-8). Na Antiga Aliança existia licença para matar os falsos profetas, hoje, ainda que vivos, eles devem ser anatematizados pelo povo de Deus.

A Confissão de Fé de Westminster XIV.2 afirma:
Por essa fé o cristão, segundo a autoridade do mesmo Deus que fala em sua palavra, crê ser verdade tudo quanto nela é revelado, e age de conformidade com aquilo que cada passagem contém em particular, prestando obediência aos mandamentos, tremendo às ameaças e abraçando as promessas de Deus para esta vida e para a futura; porém os principais atos de fé salvadora são - aceitar e receber a Cristo e firmar-se só nele para a justificação, santificação e vida eterna, isto em virtude do pacto da graça.

Este texto deixa claro que o verdadeiro objeto de fé encontra-se em tudo quanto é revelado por Deus em sua palavra. Essa fé na prática evidencia que a confiança sobre a justificação, santificação e vida eterna, restringe-se exclusivamente na pessoa de Jesus Cristo.

Crer em Jesus Cristo limita à sua pessoa toda esperança de salvação, sem que nada nem ninguém possam concorrer para este fim. Crer na obra do Espírito Santo significa crer no propósito que o próprio Senhor especificou a seu respeito (João 14.26; 15.26; 16. 12-14), e não em performances solo desconexas da Palavra que Ele mesmo inspirou.
Ter fé na Soberania do Pai é crer que Ele tem pleno poder e sabedoria sobre todas as coisas, ordenando-as livre e inalteradamente de maneira que tudo quanto acontece está sob seu controle, sem com isso afirmar ser Deus o autor do pecado e nem fazer dos homens marionetes (CFW III.1). Crer nas Escrituras é obedecer a tudo que é prescrito como vontade de Deus, e confiar em sua bondade revelada. Isso implica em não crer em nenhuma outra palavra atribuída a Deus que vá de encontro ou acrescente ainda que uma vírgula aos registros canônicos.

De outro ângulo, os verdadeiros incrédulos ainda que se digam crentes em Jesus Cristo, negam, acrescentam ou até mesmo desprezam estas coisas. São assíduos à visões, mas cegos quanto ao evangelho, otimistas e triunfalistas em seus maus caminhos, mas fadados a destruição.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Duas vozes, um só louvor


Benício está me ensinando louvar o nosso Deus em novas circunstâncias. Quando Jesus cita o Salmo 8.2, falando do perfeito louvor que provém de crianças de peito, creio se referir ao choro que para alguns é tão insuportável. De fat0 não é prazeroso escutar choro de criança. Por menor que seja, meu filho é um verdadeiro amplificador. Mas ainda assim, entendo que existe mais por traz desse choro que um simples som irritante. É em meio a tudo isso que tenho aprendido um pouco mais sobre louvor.

O Salmo é usado por Jesus num contexto de resposta aos sacerdotes e escribas do templo que se indignaram por causa das palavras que meninos diziam acerca de Jesus:

E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os.
Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,
E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor? (Mateus 21.14-16)

É irônico o fato de que aqueles homens nunca se indignaram com o que era feito de errado no templo. Os vendilhões usavam aquele espaço há tempos, fazendo dali uma verdadeira feira, e nunca foram sequer repreendidos por isso. Jesus os espulsou e passou a curar. Quando o Senhor fez isso, trouxe prufunda inquietação entre as autoridades do templo, e o louvor dos meninos os fez protestar.

O Salmo oito fala sobre o o poder do Deus criador. A força dEle não provém de cavalos, nem de carros ou do alarido de guerra dos pagãos. Todavia, mesmo o choro de pequeninos é suficiente para suscitar o seu poder. O Deus todo poderoso não necessita da força de ninguém. Ele mesmo é o socorro dos fracos.

Quando vejo meu filho chorando, e sei que quase sempre está querendo mamar, percebo também o quanto somos fracos. Sei que sem os seus pais, sem ninguém por perto, ele choraria até desfalecer. Sem outra pessoa para suprir suas necessidades ele morreria. Assim nós, sem Deus, estamos mortos. É como cantamos "a força do homem nada faz/ sozinho está perdido". E não podermos clamar por outro nome senão o de Jesus. Aqueles meninos exaltavam o nome de Jesus, o Filho de Davi, pois somente nEle há força. Mesmo crianças pareciam compreender isso, ao passo que os sacerdotes e escribas não. Aqueles meninos eram a exegese viva da passagem que Jesus menciona.

Sempre que meu filho chora, e o tenho nos meus braços, lembro-me de cantar louvores a Deus. O choro dele e minha voz desafinada tornam-se um só louvor. Sei que assim como ele precisa de leite, eu preciso da graça de Jesus, e que somente nEle tenho socorro em minhas aflições. Espero que o Benício aprenda desde cedo essa lição, sabendo que sua maior necessidade é da graça do Filho de Davi. A Ele pois toda glória!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

De Volta à 2010


Como disse no último post, as coisas não foram fáceis nos últimos meses, mas graça de Deus me bastou em todos esses dias (2 Coríntios 12.9). Consegui concluir meus trabalhos e ser aprovado na integralização do meu curso de teologia. Meu filho Benício nasceu no devido tempo, saudável e bonito. Ele tem sido uma fonte de reflexão sobre a perfeição de Deus e seu amor descritos na Palavra. Precisarei de mais de um post para compartilhar esses pensamentos.

Posso começar falando a respeito do tempo. No início deste ano, quando eu e Candice nos propusemos a ter um filho, estive muito ansioso para que isso se desse o quanto antes. Eu queria que ela parasse de tomar os contraceptivos imediatamente, mas não foi possível por causa de uma infecção de ouvido que ela teve. Tivemos que esperar até a segunda quinzena de janeiro, o que me deixou muito chateado. Passado pouco mais de um mês ela estava grávida. Hoje sei pela data em que meu filho nasceu, que se ela tivesse engravidado antes, o choque com o prazo de entrega dos trabalhos da validação, dia 19 de novembro, tornaria esses dias um caos. Graças a Deus pelo tempo dEle. Benício nasceu dia 24 de novembro. Um mês antes tornaria praticamente impossível a entrega desses trabalhos. Sei que Deus poderia ser igualmente gracioso, mesmo coincidindo as datas. Mas em tudo dou graças.

Lembro-me que no post escrito no ultimo dia de 2009, em tom pessimista, tinha a sensação de que aquele ano que não acabaria tão cedo. Me sentia cansado àquela altura, desmotivado para o que viria pela frente. Pois bem, agora 2010 está acabando, e sinto-me fortalecido para 2011 (Isaías 40.29) . Nem tudo foi como eu esperava, mas certamente Deus foi sobremaneira bondoso comigo em todas as coisas. Sou eternamente grato.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aviso aos Navegantes


Não tenho tido tempo para postar nos últimos meses em razão dos trabalhos a serem concluidos para integralização do meu curso de teologia. O preparo para a chegada do Benicio também tem tomado meu tempo. A sensação sobre o tempo nesses últimos meses tem sido antagonica. Tanto quero que novembro chegue logo para ter meu filho nos braços, como também sinto o peso desse mês enquanto prazo final para a conclusão dos meus trabalhos.

Que Deus me dê graça, e a graça.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Um aborto contra outro aborto

O aborto tem sido o tema de maior peso nessas últimas semanas em vista da campanha eleitoral. A candidata peti-lulista Dilma, ex-guerrilheira, agora quer se tornar ex-militante pró aborto. Como tem sido amplamente noticiado, a partir de uma sabatina feita na Folha de São Paulo (video abaixo), em 2007, a ex-ministra defendeu abertamente a descriminação do aborto, o que em termos práticos quer dizer que qualquer gestante, por qualquer motivo, não poderia ser enquadrada em crime contra a vida por essa prática. Ou seja, o assassinato de uma criança que sequer nasceu não é crime, mas uma opção pessoal da mãe "sobre seu corpo".

Um braço evangélico da campanha de Dilma é o bispo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, o dono da IURD. O sobrinho do "Tio Donald gospel" diz ter perdido voto em sua candidatura a reeleição por causa da Dilma e a questão do aborto. Quanto incoerência. Como é sabido e notório, Macedo é a favor do aborto, por questões absurdas, as quais ele falaciosamente chama de "planejamento familiar". Sendo assim, tão incoerente quanto a mudança de discurso da Dilma, é a fala de Crivella de que perdeu votos por causa dessa questão, sendo essa posição defendida abertamente por seu chefe.

Ao assistir o video de Macedo* (video abaixo), tenho que confessar meu pecado. Enquanto ele defendia o aborto como uma forma de salvaguardar a sociedade de crianças que cresceriam desajustadas socialmente, eu só conseguia pensar no aborto dele. Usando o seu raciocínio, sendo ele mesmo um indivíduo desajustado moralmente, seria obviamente um candidato nato (ou nesse caso, não) ao aborto.

Mas não podemos nos deixar vencer pelo mal, mas sim vencer com o bem. A Deus pertence a vingança (Rm 12.19-21). Se não podemos abortar o Macedo, abortemos pelo menos as pretenções políticas de Dilma, pois isso sim, podemos fazer.

(*) Esse video inicia com uma citação bíblica fora de contexto. Isso bem reflete o que Dr Martin Lloyd Jones diz: Ensine o livro de Eclesiastes a sua igreja, antes que o diabo o faça.