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sábado, 7 de janeiro de 2012

Se não podemos com eles... quem disse que não podemos?

" When you dance with the devil, never fool yourself into thinking that you're leading. "

Essa é velha: Se não podemos com eles, juntemo-nos a eles. Mas é possível que esse dizer tenha outra conotação que não a de aderência, ou mudança. Pode ser uma estratégia não de rendição, mas de aniquilação do inimigo.
Pense no clássico Cavalo de Troia. Um presente de aparente rendição dado pelos gregos aos incautos troianos. Estes levaram para dentro de seus "intransponíveis" muros o monumento que carregava dentro de si a derrocada daquele povo. Essa história todos conhecem.
Mas o que parece que muitos crentes (ou crédulos) não reconheceram até agora é que trata-se de um cavalo de troia a recente abertura da mídia, em especial a da Globo, de uns meses para cá, para os "evangélicos". Muitos dos que "conquistaram" (ou foram conquistados) a emissora de maior audiência do Brasil respondem as críticas como se os que estão de fora fossem meros invejosos.
Bem, eu diria que as críticas que Silas Malafaia fazia há cerca de 15 anos atrás contra a Globo, quando era subsidiado pela Record no programa 25 hora, era um baita dor de cotovelo. Hoje a prova disso é que longe de seu benfeitor da década de 90, encontra abrigo naquela que mais atacou durante muito tempo. Quem desdenha quer comprar, ou ser comprado.
O que dizer daqueles que durante muito tempo criticaram novelas e seus temas, que de fato são geralmente imorais em suas leituras e defesas, mas que agora capitalizam músicas em cenas dessas mesmas novelas? Que eu saiba, as novelas não mudaram, a não ser para pior. Mas para estes, suas músicas tornaram o solo sagrado onde antes havia apenas imoralidade. Assim como querem converter o carnaval, querem converter as novelas, apenas ao som da música gospel.
Há 10 anos atrás seria muito difícil imaginar evangélicos sendo bajulados em programas da Globo, o que hoje está acontecendo toda semana. A pergunta que faço é simples: Quem mudou, a Globo ou os evangélicos? Assim como as novelas, se a Globo mudou foi para pior, e os evangélicos idem.
Por maior que seja a exposição dos evangélicos, pouco (ou nada) se expõe das Escrituras. Pouco se fala de Jesus, sua vida, morte e ressurreição. Do pecado, da vergonha e da necessidade de arrependimento dos homens. O que mais se fala é em glória (de Deus? nunca), vitórias, sonhos, conquistas e felicidade. Quem não quer ouvir mensagens como essas, tão positivas? Os gurus do pensamento positivo curtiram isso.
Em uma semana vi o Festival Promessas com uma miscelânea ídolos gospel, depois no youtube um tal de Pregador (não sei de que?) Luo e Diante do Trono no Caldeirão do Huck sacudindo as assistentes de palco, ouvi Aline Barros no show da virada cantar após Michel Teló. Vi, finalmente (quem dera), uma "pastora" Ana Lúcia esquentar o Esquenta da Regina Casé. Todos esses "crentes" poderiam dizer que, como Jesus, ali estavam com publicanos e pecadores. Mas a diferença entre eles e Jesus, que de fato andou com esse povo, é que o Filho de Deus veio para salvar o perdido, para curar o doente, e não para animá-los e dizer que a vitória é certa.
Jesus era seguido, e não seguia ninguém. Jesus disse a adúltera, depois de marretar a consciência de seus acusadores hipócritas: vá, e não peques mais. Ele não massageou o ego daquela "injustiçada", não disse "está tudo bem". Hoje, o máximo que um destes "pregadores" diriam é: Deus não deixará seus sonhos morrerem. Os sonhos de uma adúltera e de tantos outros, não fazem parte dos planos de Deus de santidade. Certamente a oportunidade na presença dos ímpios era a de testemunhar os propósitos de Deus em sua Palavra, e não afagar o ego dos pecadores com palavras de encorajamento.
Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja. Nem Globo, nem mídia alguma pode deter o avanço do evangelho. Certamente, assim como Satanás acorrentado no abismo, o mundo não pode impedir o avanço do testemunho de Jesus, mas irá se opor de todas maneiras possíveis. Uma delas é justamente essa, estrategicamente juntar-se aos evangélicos. Inserir seu cavalo de troia dentro da igreja evangélica do Brasil. Os evangélicos que assim se venderam podem pensar o contrário, podem sonhar que eles é que estão invadindo a Globo (as portas do inferno?) e de lá saqueando milhares de vidas. Podem pensar que eles é quem são o cavalo de troia. O problema é que a Palavra é muito simples quanto a isso: Prega o evangelho. Uma vez que isso não esta sendo feito, nada feito.
Há tempo, nunca me esqueço de uma frase de efeito do filme 8 milímetro, com o Nicolas Cage. Uma filme pesado sobre um detetive que entra no submundo da pornografia. Alertado por um atendente de sex-shop (Joaquin Phoenix), ele ouviu: Quando você dança com o Diabo, o Diabo não muda, ele muda você. A Globo não mudou, quem mudou?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Menino baiano e as Agulhas das Religiões Afrobrasilieras




O recente caso do menino no interior da Bahia, que em seu corpo teve mais de 40 agulhas aplicadas traz a luz uma séria questão relacionada as religiões chamadas afrobrasileiras. Segundo confissão do ex-padrasto do menino, Roberto Carlos Magalhães, ele e outras duas mulheres aplicaram as agulhas em ato de retaliação a mãe do menino durante um ritual de magina negra.

Os motivos para tamanha barbárie, segundo a reportagem do Jornal Hoje, seria para que o ex-padrasto ficasse com uma das mulheres envolvidas no ritual, Angelina Ribeiro dos Santos, e também vingar-se da mãe do menino. Tudo teria sido supervisionado por uma mãe de santo, Maria do Anjos Nascimento. O menino, corre sério risco de morte.

Não precisa ser detetive para chegar a algumas conclusões simples. Desde que tomei conhecimento da história suspeitei de magia negra, tendo em vista a natureza do crime e o estado local onde aconteceu. É de conhecimento geral da nação que a Bahia é um estado onde as religiões de origem africanas tem grande proeminência. Não quero dizer com isso que a Bahia é o único lugar no país onde se encotra isso, ou que por isso é um lugar pior.

O Jornal Hoje de ontem (17/12/2009), no fim da matéria, fez menção de que um pai de santo e uma antropóloga, sem dizer seus nomes, afirmaram na redação do jornal que desconhecem rituais como o das agulhas, ou com sacrificio humano em religiões afrobrasilieras. Creio eu que se disseram isso com sinceridade, eles é que desconhecem as religiões animistas oriundas da África.

Há muitos anos atrás, o falecido Rev. Cabral disse assim um pastor folgado, que sempre tinha uma desculpa esfarrapada para chegar atrazado na reunião do presbitério: O senhor acha que somos bobos ou palhaços. Pois bem, diante de tais declarações finais, podemos dizer o mesmo ao Jornal Hoje.

Quem não sabe que as religiões afrobrasileiras se prestam aos mais variados tipos de feitiços para prejudicar pessoas? Alguns para separar pessoas, outros para unir, e ainda para tirar vidas. Se assim não fosse, qual o sentido de um despacho oferecido aos demônios, chamados de entidades? É sabido no mundo todo, que na Africa e no Haiti, lugares de maior concentração das religiões animistas, rituais são feitos com sacrificios de animais e até de pessoas. Se os pais e mães de santo que têm a sua mais alta patente aqui no Brasil e que saem para fazer a cabeça na Africa e no Haiti não trazem pra Umbanda, Quimbanda e pro Candomblé esse tipo de expediente, o que eles vão fazer lá?

As religiões animistas acreditam que as entidades são forças da natureza, com personalidade. Os feitiços são maneiras de se comprar o auxílios desses seres que servirão ao propósito de quem os arregimentou. A manipulação do sobrenatural em benefício próprio sempre é marcado por egoísmo e crueldade. Afirmar que tudo isso não passa de cultura, que não há atos de crueldade, de sacrifício, seja de animais ou pessoas, e contar com a ignorância de pessoas que aceitam tudo o que se diz. Por que será que a antropóloga e o pai de santo "consultados" pela redação do JH não quiseram se identificar? Será eles realmente existem, ou são abstrações do jornal para tentar esconder o óbvio. O que é incomodo em rede nacional, é que rituais praticados por pais e mães de santo põe em risco os filhos alheios.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Exploração Gospel de Menores


Jesus disse que deveríamos nos tornar como crianças para recebermos o reino dos céus (Mt 18.3). Sei que a interpretação das palavras do Senhor não sugerem em momento algum que as crianças são puras ou inocentes, mas que precisamos receber o Reino como novas criaturas, recém nascidos, completamente dependentes do nosso Pai Celestial.

Crianças demonstram serem filhas de Adão desde suas primeiras manifestações intelectuais. Começam a mentir com a fraqueza de quem não tem justiça intrínseca. São egoístas e por vezes crueis causando dor ou constrangimento a outros seres. Mas crianças também são frageis e extremamente dependentes, como nenhuma outra criatura. Quando ouvimos que da boca de pequeninos procede o perfeito louvor (Sl 8.2; Mt 21.16), podemos saber que delas vêm o mais sincero grito de socorro. Nisso devemos ser como crianças, desejando ardentemente a provisão do leite espiritual para o crescimento dado pelo Pai (1Pe 2.2).

Mas ultimamente ao que parece, o mandamento de Jesus se inverteu para alguns. Ao invés de nos tornármos como uma criança, são algumas crianças que têm se tornado como adultos. Assistindo alguns videos no blog Veshame Gospel, vi crianças pregando. Estas obviamente fazem um mimetismo de pregadores pentecostais que apenas gritam palavras de "benção", e afirmam descontextualizadamente textos que sugerem prosperidade. Assim, crianças se tornam como adultos em suas depravações teológicas e na dramaticidade de suas apresentações. Elas não deixaram para trás o caráter do velho homem herdado de Adão, e não servem como parâmetro do que Jesus falou.

A exploração dessas crianças é outro vexame. Do ponto de vista teológico não às considero vítimas, mas socialmente falando é visivel que elas servem de fonte de lucro. Tanto a mídia como seus empresários se utilizam do estranho fato de que crianças gritam e gesticulam como aqueles pregadores, os quais por si já são excentricos o suficiente para chamar atenção. Essas crianças a despeito de qualquer convicção são exposta a um grande público, que se constitui uma armadilha para o ego delas. Quando encontrarem-se em dilemas sobre a trilha de suas vidas, será muito difícil separar a popularidade adquirida da verdadeira relevância que se pode ter na vida das pessoas. E ainda, se em algum momento vierem a revelar o explícito caráter de Adão, abandonando a carreira de expoente religioso, o peso da acusação será maior que um desviado "comum" sofreria.

Em suma, a exploração do talendo dramático de crianças têm cruzado os caminhos do evangelicalismo. É inegavel que existem crianças com talentos naturais incomuns, e que da meneira correta estes deveriam ser desenvolvidos. Todavia, em hipótese alguma tais talentos podem ser confundidos com os dons conferidos pelo Espírito. Algumas dessas crianças talentosas demonstram uma capacidade incomum de memorização, e outras uma desinibição digna de um artista. Mas isso não significa a capacitação do Espírito para pregar, o que passa necessáriamente pelo estudo e a compreensão espiritual das Escrituras. Crianças com talentos artísticos e intelectuais devem explorar sua capacidade sem deixar seu mundo infantil, sem a cobrança de serem o que não são. Creio que na esfera do Reino elas devem ser cada vez mais encorajadas a pregar e viver o evangelho sem a alcunha de pastores ou missionários. Elas devem ser ensinadas e não adestradas. As crianças do Reino, sejam as mais pequeninas ou as que já são adultos, devem viver para a glória de Deus, e não de si mesmas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson passa para a história.



O rei do pop, que tinha fãs como suditos, com o domínio da música e da dança, que até possuia um reino com o nome de Neverland, deixou ontem sua coroa na história. Michael Joseph Jackson (1958-2009) marcou mais de uma geração. A genialidade de quem arrastava multidões ao delírio com sua música e dança, não passou desapercebida nas últimas quatro décadas.

Também não passaram em branco (sem querer ser irônico) seus escândalos. Até hoje pairam dúvidas sobre seu caráter. Seria ele um louco que abusava de crianças em seu rancho? Seria ele apenas louco, mas inofensivo e acusado por interesse financeiro? Sua mudança de cor, uma doença de pele ou uma insatisfação com a aparência? Sinceramente, não o conheci de perto, não fui seu médico e nem seu advogado, não saberia respoder. Outros dados de sua biografia, como sua fragilidade física e emocional, campanhas para ajudar crianças, parecem contrariar as acusações mais fortes.

O que não posso negar (e penso que também mais ninguém) é o talento que este homem teve, e que marcou a história da música, da dança, da televisão e do entretenimento. Lamento que sua morte tenha deixado uma lacuna no mundo da arte e em sua própria história. Seja lembrado como mocinho ou bandido, uma coisa é certa, ele nunca será esquecido.