quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Crentes Incrédulos


Crer em algumas coisas requer desacreditar outras. É extremamente incoerente dizer-se crente e ao mesmo tempo acreditar em tudo. Não se pode sustentar idéias ou conceitos auto-excludentes, e por isso ser verdadeiramente crente em Jesus Cristo implica em ser incrédulo quanto a tudo que contraria sua Palavra.

Sendo assim, em certas circunstâncias, sermos considerados incrédulo não chega a ser uma ofensa. Dependendo de quem fala e daquilo que afirma ou pratica, ser incrédulo perto desse tipo de gente é o certo. É nosso dever manifestar incredulidade para com certas pessoas e suas palavras.

A Palavra de Deus destaca o tratamento dado aos falsos profetas em Deuteronômio 13. 1-3:
Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.

Não são dignos de crédito aqueles que conclamam os filhos de Deus para servirem outros deuses. Na Mesopotâmia podia ser mais fácil que hoje para os hebreus distinguirem o SENHOR dos falsos deuses. Mas isso ainda é nosso dever, uma vez que falsos profetas se levantam no meio da Igreja para desviar os crentes. Todo aquele que prega outro evangelho, Paulo é taxativo, deve ser considerado maldito (Gálatas 1. 6-8). Na Antiga Aliança existia licença para matar os falsos profetas, hoje, ainda que vivos, eles devem ser anatematizados pelo povo de Deus.

A Confissão de Fé de Westminster XIV.2 afirma:
Por essa fé o cristão, segundo a autoridade do mesmo Deus que fala em sua palavra, crê ser verdade tudo quanto nela é revelado, e age de conformidade com aquilo que cada passagem contém em particular, prestando obediência aos mandamentos, tremendo às ameaças e abraçando as promessas de Deus para esta vida e para a futura; porém os principais atos de fé salvadora são - aceitar e receber a Cristo e firmar-se só nele para a justificação, santificação e vida eterna, isto em virtude do pacto da graça.

Este texto deixa claro que o verdadeiro objeto de fé encontra-se em tudo quanto é revelado por Deus em sua palavra. Essa fé na prática evidencia que a confiança sobre a justificação, santificação e vida eterna, restringe-se exclusivamente na pessoa de Jesus Cristo.

Crer em Jesus Cristo limita à sua pessoa toda esperança de salvação, sem que nada nem ninguém possam concorrer para este fim. Crer na obra do Espírito Santo significa crer no propósito que o próprio Senhor especificou a seu respeito (João 14.26; 15.26; 16. 12-14), e não em performances solo desconexas da Palavra que Ele mesmo inspirou.
Ter fé na Soberania do Pai é crer que Ele tem pleno poder e sabedoria sobre todas as coisas, ordenando-as livre e inalteradamente de maneira que tudo quanto acontece está sob seu controle, sem com isso afirmar ser Deus o autor do pecado e nem fazer dos homens marionetes (CFW III.1). Crer nas Escrituras é obedecer a tudo que é prescrito como vontade de Deus, e confiar em sua bondade revelada. Isso implica em não crer em nenhuma outra palavra atribuída a Deus que vá de encontro ou acrescente ainda que uma vírgula aos registros canônicos.

De outro ângulo, os verdadeiros incrédulos ainda que se digam crentes em Jesus Cristo, negam, acrescentam ou até mesmo desprezam estas coisas. São assíduos à visões, mas cegos quanto ao evangelho, otimistas e triunfalistas em seus maus caminhos, mas fadados a destruição.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Duas vozes, um só louvor


Benício está me ensinando louvar o nosso Deus em novas circunstâncias. Quando Jesus cita o Salmo 8.2, falando do perfeito louvor que provém de crianças de peito, creio se referir ao choro que para alguns é tão insuportável. De fat0 não é prazeroso escutar choro de criança. Por menor que seja, meu filho é um verdadeiro amplificador. Mas ainda assim, entendo que existe mais por traz desse choro que um simples som irritante. É em meio a tudo isso que tenho aprendido um pouco mais sobre louvor.

O Salmo é usado por Jesus num contexto de resposta aos sacerdotes e escribas do templo que se indignaram por causa das palavras que meninos diziam acerca de Jesus:

E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os.
Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,
E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor? (Mateus 21.14-16)

É irônico o fato de que aqueles homens nunca se indignaram com o que era feito de errado no templo. Os vendilhões usavam aquele espaço há tempos, fazendo dali uma verdadeira feira, e nunca foram sequer repreendidos por isso. Jesus os espulsou e passou a curar. Quando o Senhor fez isso, trouxe prufunda inquietação entre as autoridades do templo, e o louvor dos meninos os fez protestar.

O Salmo oito fala sobre o o poder do Deus criador. A força dEle não provém de cavalos, nem de carros ou do alarido de guerra dos pagãos. Todavia, mesmo o choro de pequeninos é suficiente para suscitar o seu poder. O Deus todo poderoso não necessita da força de ninguém. Ele mesmo é o socorro dos fracos.

Quando vejo meu filho chorando, e sei que quase sempre está querendo mamar, percebo também o quanto somos fracos. Sei que sem os seus pais, sem ninguém por perto, ele choraria até desfalecer. Sem outra pessoa para suprir suas necessidades ele morreria. Assim nós, sem Deus, estamos mortos. É como cantamos "a força do homem nada faz/ sozinho está perdido". E não podermos clamar por outro nome senão o de Jesus. Aqueles meninos exaltavam o nome de Jesus, o Filho de Davi, pois somente nEle há força. Mesmo crianças pareciam compreender isso, ao passo que os sacerdotes e escribas não. Aqueles meninos eram a exegese viva da passagem que Jesus menciona.

Sempre que meu filho chora, e o tenho nos meus braços, lembro-me de cantar louvores a Deus. O choro dele e minha voz desafinada tornam-se um só louvor. Sei que assim como ele precisa de leite, eu preciso da graça de Jesus, e que somente nEle tenho socorro em minhas aflições. Espero que o Benício aprenda desde cedo essa lição, sabendo que sua maior necessidade é da graça do Filho de Davi. A Ele pois toda glória!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

De Volta à 2010


Como disse no último post, as coisas não foram fáceis nos últimos meses, mas graça de Deus me bastou em todos esses dias (2 Coríntios 12.9). Consegui concluir meus trabalhos e ser aprovado na integralização do meu curso de teologia. Meu filho Benício nasceu no devido tempo, saudável e bonito. Ele tem sido uma fonte de reflexão sobre a perfeição de Deus e seu amor descritos na Palavra. Precisarei de mais de um post para compartilhar esses pensamentos.

Posso começar falando a respeito do tempo. No início deste ano, quando eu e Candice nos propusemos a ter um filho, estive muito ansioso para que isso se desse o quanto antes. Eu queria que ela parasse de tomar os contraceptivos imediatamente, mas não foi possível por causa de uma infecção de ouvido que ela teve. Tivemos que esperar até a segunda quinzena de janeiro, o que me deixou muito chateado. Passado pouco mais de um mês ela estava grávida. Hoje sei pela data em que meu filho nasceu, que se ela tivesse engravidado antes, o choque com o prazo de entrega dos trabalhos da validação, dia 19 de novembro, tornaria esses dias um caos. Graças a Deus pelo tempo dEle. Benício nasceu dia 24 de novembro. Um mês antes tornaria praticamente impossível a entrega desses trabalhos. Sei que Deus poderia ser igualmente gracioso, mesmo coincidindo as datas. Mas em tudo dou graças.

Lembro-me que no post escrito no ultimo dia de 2009, em tom pessimista, tinha a sensação de que aquele ano que não acabaria tão cedo. Me sentia cansado àquela altura, desmotivado para o que viria pela frente. Pois bem, agora 2010 está acabando, e sinto-me fortalecido para 2011 (Isaías 40.29) . Nem tudo foi como eu esperava, mas certamente Deus foi sobremaneira bondoso comigo em todas as coisas. Sou eternamente grato.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aviso aos Navegantes


Não tenho tido tempo para postar nos últimos meses em razão dos trabalhos a serem concluidos para integralização do meu curso de teologia. O preparo para a chegada do Benicio também tem tomado meu tempo. A sensação sobre o tempo nesses últimos meses tem sido antagonica. Tanto quero que novembro chegue logo para ter meu filho nos braços, como também sinto o peso desse mês enquanto prazo final para a conclusão dos meus trabalhos.

Que Deus me dê graça, e a graça.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Um aborto contra outro aborto

O aborto tem sido o tema de maior peso nessas últimas semanas em vista da campanha eleitoral. A candidata peti-lulista Dilma, ex-guerrilheira, agora quer se tornar ex-militante pró aborto. Como tem sido amplamente noticiado, a partir de uma sabatina feita na Folha de São Paulo (video abaixo), em 2007, a ex-ministra defendeu abertamente a descriminação do aborto, o que em termos práticos quer dizer que qualquer gestante, por qualquer motivo, não poderia ser enquadrada em crime contra a vida por essa prática. Ou seja, o assassinato de uma criança que sequer nasceu não é crime, mas uma opção pessoal da mãe "sobre seu corpo".

Um braço evangélico da campanha de Dilma é o bispo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, o dono da IURD. O sobrinho do "Tio Donald gospel" diz ter perdido voto em sua candidatura a reeleição por causa da Dilma e a questão do aborto. Quanto incoerência. Como é sabido e notório, Macedo é a favor do aborto, por questões absurdas, as quais ele falaciosamente chama de "planejamento familiar". Sendo assim, tão incoerente quanto a mudança de discurso da Dilma, é a fala de Crivella de que perdeu votos por causa dessa questão, sendo essa posição defendida abertamente por seu chefe.

Ao assistir o video de Macedo* (video abaixo), tenho que confessar meu pecado. Enquanto ele defendia o aborto como uma forma de salvaguardar a sociedade de crianças que cresceriam desajustadas socialmente, eu só conseguia pensar no aborto dele. Usando o seu raciocínio, sendo ele mesmo um indivíduo desajustado moralmente, seria obviamente um candidato nato (ou nesse caso, não) ao aborto.

Mas não podemos nos deixar vencer pelo mal, mas sim vencer com o bem. A Deus pertence a vingança (Rm 12.19-21). Se não podemos abortar o Macedo, abortemos pelo menos as pretenções políticas de Dilma, pois isso sim, podemos fazer.

(*) Esse video inicia com uma citação bíblica fora de contexto. Isso bem reflete o que Dr Martin Lloyd Jones diz: Ensine o livro de Eclesiastes a sua igreja, antes que o diabo o faça.

domingo, 25 de julho de 2010

Sombra do que está por vir







Ontem, sábado , dia 24, tive pela primeira vez uma experiência de tato com meu filho. Ele já está com quase cinco meses, é um menino, e é muito agitado. Candice disse que começou a senti-lo mexendo nessa semana, e antes de dormirmos disse para eu colocar a mão em sua barriga. Pude senti-lo mexer também. Essa sensação de seus movimentos, ainda que incompleta, é maravilhosa.


Minha mulher além de ginecologista e obstetra, também é formada em ultrassonografia. Pelo menos duas vezes por semana ela tira um tempo em seu expediente no ultrassom para dar uma olhada em nosso filho. Na sexta-feira, no fim do seu expediente pude dar uma espiada nele. Manejei com muita dificuldade o aparelho de ultrassom, seguindo as orientações da "doutora-mãe-e-paciente". Tirando os aspectos rotineiros de saúde, o que mais me faz desejar vê-lo (se fosse posssível todos os dias) na ultrassom é o anseio por suas formas. Tentar enxergar o seu rosto, seus pezinhos, mesmo em imagens tão distorcidas e escuras é um sinal do quanto estamos ansiosos por sua vinda.


O toque através da barriga da mãe, as imagens de um ultrassom, tudo isso traz sensações limitadas, mas mesmo assim são gratificantes. É pouco, mas nos faz saber que nosso filho está perto e bem. Não é nada perfeito, mas é o que temos até o dia em que ele deixar o seu mundinho no ventre da mãe para adentrar o nosso aqui fora. Quando isso acontecer, não fará sentido ficar em frente a um monitor com imagens nada nítidas. Não ficaremos mais esperando seus movimentos ocultos na barriga de sua mãe. Nós o teremos em nossos braços, poderemos vê-lo, beija-lo, cheira-lo, e ouvi-lo. Enfim, teremos o nosso filho conosco, disponível a todos os nossos sentidos. O que é em parte será deixado para trás.


Depois desses dias me peguei pensando de forma análoga na vinda do Filho de Deus. No Antigo Testamento existiram muitos sinais de sua primeira vinda. A liturgia do povo de Israel, os sacramentos, e o próprio desenrolar da história apontavam para a vinda do Messias. Paulo nos fala em Colossenses 2.17 a respeito do que era sombra das coisas que estavam por vir, sendo os sinais que apontavam para a vinda de Jesus e sua salvação. Na antiga aliança Deus concedeu a circuncisão, tirou Israel do Egito instituindo a Páscoa, alimentou o povo no deserto com o maná, e muito mais. Todas essas coisas e ainda outras, apontavam para Aquele que selaria para si um povo tirado da morte do pecado, e que seria suprido por Ele mesmo, o Pão da vida.


É maravilhoso que hoje possamos contemplar na Palavra o Filho que já veio. Não há necessidade de voltarmos à sombra, uma vez que Ele se fez carne, e habitou entre nós (João 1.14). Mas nesse mesmo sentido, também hoje esperamos a segunda vinda de Cristo. Isso é muito claro todas as vezes que quando tomamos a sua Ceia e "anunciamos a sua morte até que Ele venha" (1 Coríntios 11.26). Cada vez que lemos a Escritura, depositamos nossa fé na obra consumada de Jesus, e lançamos nossa esperança em sua volta.


Os sinais da primeira vinda não mentiam, e assim sendo, podemos ter certeza de que os da segunda também não falharão. Será maravilhoso, uma vez que não o sentiremos mais no pão ou no cálice, mas que estará diante dos nossos olhos, ao alcance de nossas mãos. Sua voz será audivel, como era para Moisés (Deuteronômio 34.10).


Nosso filho deve chegar no fim de novembro. Ele ainda não tem nome. Não sabemos se será mais parecido com o pai ou com a mãe. Mas nós já o amamos, sem nome e sem aparência. Nos alegramos muito com cada sinal que temos dele. Mas é certo que tudo isso ainda é pouco, perto do dia em que o Deus o entregar em nossos braços. Quando Jesus voltar, nenhuma alegria, prazer ou satisfação nessa vida poderá ser comparada com o júbilo que sentiremos. A satisfação que já temos em sua Palavra e sacramentos se tornará infinitamente maior em sua presença. Obrigado Pai pelo nosso filho. Obrigado, pelo seu Filho.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ainda falando sobre "serviços prestados"


Nos últimos post falei dos fiéis clientes que desejam ser adulados para permanecerem nas igrejas. Demonstrei como muitas igrejas têm se desdobrado para agradar essas pessoas a ponto de perder de vista o propósito para o qual existem. Por muito tempo enxerguei essas comunidades como mercados da fé, onde eram oferecidos vários produtos conforme a necessidade do cliente. Mas recentemente tenho notado que algumas dessas comunidades mercantilistas têm se "especializado" em alguns ramos, mais precisamente falando, em alguns pecados. Dedico esse post ao caso das "igrejas gays".

O caso mais recente no Brasil é a da Igreja Cristã Contemporânea, que se apresenta como pioneira no movimento de inclusão de homossexuais em um sistema religioso. Trata-se de uma denominação que visa apoiar o pecado da homossexualidade, o qual é claramente condenado em Romanos 1.24-28. Baseados na suposta marginalização dos homossexuais, essa denominação assume o compromisso de resgatá-los dessa condição social através da inclusão desse grupo no Corpo de Cristo.

Não se pode confundir alhos com bugalhos. Primeiro é preciso esclarecer que há mais de uma década os homossexuais não devem ser vistos como um grupo marginalizado. Hoje eles são (no bom sentido) figuras ativas na sociedade, participando praticamente de todo mercado de trabalho. Lutam recentemente para ingressar no exercito fora do anonimato. A luta para constituir "família" através do "casamento" e pela possibilidade de adotar crianças, cada dia se torna mais próxima da realidade desse país. Se alguns ainda são marginalizados, isso se deve ao tipo de "trabalho", como no caso dos travestis que se prostituem. Mas fora esses, a maioria dos homossexuais desempenham funções sociais comuns às demais pessoas. Portanto, socialmente falando, a pós-modernidade já cumpriu a missão de resgatar os homossexuais da margem social.

Essa tentativa de inclusão postiça esconde outra intenção. A idéia de que ser plenamente incluso no caso da Igreja Contemporânea passa pelo conceito de ser parte do Corpo de Cristo. Como se não fosse suficiente que a sociedade em geral aceitasse o homossexualismo, esses militantes, que são frutos da cultura gospel, lançaram-se no encalço por uma igreja própria, a fim de tornar a dor da rejeição mais amena. Não basta ser aceito pelos homens, é preciso ser aceito por Deus. Não basta tomar a sociedade, é preciso tomar o Reino dos Céus.

O grande engano dos gays auto denominados evangélicos, é achar que a rejeição sofrida irá desaparecer quando fizerem parte de uma igreja. De nada vale ganhar o mundo e perder a sua alma (Marcos 8.36). Eles podem ser aceitos em toda sociedade, aceitos em uma igreja criada para si, mas perdem suas almas uma vez que ainda trilham o caminho para o inferno. Jesus é o único caminho de volta para Deus, e todo aquele que trilha esse caminho precisa deixar para trás a estrada da perdição (Mateus 7.13). A homossexulidade nada mais é que uma das muitas manifestações dos estado de perdição em que se encontra o pecador (1 Coríntios 6. 9,10). Nem eles, nem qualquer outro pecador que não se arrepende do seu pecado, pode entrar no Reino.

Essa louca tentativa de criar uma igreja que sirva de amparo para o pecado, nada mais é que uma armadilha terrível, uma vez que estão chamando o errado de certo, o amargo de doce (Isaías 5.20). Em Juízes 18 podemos ver como os filhos de Dã tomaram para si o levita Jônatas, para ser sacerdote de sua tribo a fim de encobrir todos os seus pecados de violência e transgressão. Esse mesmo levita já era sacerdote de um idólatra ladrão chamado Mica (Juízes 17), inaugurando em Israel a privatização do culto. Quando seguiu os homens da tribo de Dã, apenas seguiu seu instinto comercial, uma vez que fez do sacerdócio um comércio.

Hoje, dessa mesma forma, cria-se igrejas que servem aos pecados de cada um. Já existiam igrejas que serviam a ganancia, agora é a vez daquelas que servem a imoralidade. Assim como essas denominações caça-níqueis dividiram-se e multiplicaram, em franca competição, o futuro dessa nova denominação também é a divisão e a disputa pelo mercado homossexual.