quarta-feira, 23 de outubro de 2013
A sedução enganosa do medo
Recentemente assisti o filme "Invocação do Mal". Não consigo assistir um filme sem me ater às questões teológicas implícitas. Apesar de bastante aterrorizante, e baseado em fatos, este filme não esta entre os mais assustadores que assisti. O que me fez refletir sobre o filme, especialmente nas cenas de manifestações sobrenaturais, é como Satanás usa o medo como uma poderosa arma de sedução.
Neste filme, como em praticamente todos do gênero, manifestações sobrenaturais amedrontam as pessoas dentro e fora da tela. Em frente ao projetor, os espectadores tem a sensação de participar da história, mas apenas virtualmente. No mundo real, um caso de possessão demoníaca não seria acompanhado tão de perto por pessoas sentadas em uma poltrona confortável. O medo que sentem em segurança acaba convertido em diversão. Esse prazer quase masoquista corresponde a satisfação da curiosidade pelo sobrenatural, ainda que acompanhado de incredulidade por muitos.
O sobrenatural tem o poder de seduzir por fugir do é cotidiano. Desde os assombros mais suaves, aos mais violentos, a ideia que se tem é de que os demônios são poderosos, e podem desestruturar da vida de qualquer um. A questão é: Satanás tem todo esse poder de fato? Não sou cético quanto ao que Satanás pode fazer, quanto à manifestações sobrenaturais, e inclusive possessão demoníaca de pessoas não nascidas de novo. Mas a questão a que me refiro é se por trás de tudo que é demonstrado sobrenaturalmente se encontra um ser tão poderoso quanto aparenta.
Satanás mente até quando diz a verdade, e isso é visível em filmes de terror como esse. Muitas pessoas rejeitam a possibilidade de existência de seres espirituais como Satanás e seus demônios. Mas filmes como "Invocação do Mal", ou "O Exorcismo de Emily Rose", são baseados em relatos verídicos de acontecimentos que podem não ter explicação para céticos, mas que ainda assim não são fictícios. Assim, filmes como esses reafirmam a existência de seres sobrenaturais os quais denominamos Satanás e demônios. Mas ao mesmo tempo, conferem a essas entidades um poder quase invencível. As manifestações extraordinárias, ainda que aconteçam, fazem com que as pessoas pensem que se tratam de seres mais poderosos até mesmo que Deus, o qual, quando muito, não passa de mais um espectador nessas histórias. Assim, Satanás é apresentado acertadamente como um ser real e poderoso, mas falsamente como mais poderoso que o próprio Deus.
Esse primeiro engodo é seguido do segundo. Como Deus é completamente passivo nessas histórias, cabe ao homem combater com suas forças os poderes do mal. Satanás sempre é vencido pelo bem que supostamente existe nas pessoas, tal como o amor pela família, ou o de algum sacrifício próprio. Mesmo um ritual de exorcismo nada mais é que uma queda de braço entre o exorcista e o demônio. A ideia deísta de que Deus se ausentou do cenário do mundo permeia o pensamento destas obras cinematográficas. Tudo se resume a luta entre as forças sobrenaturais demoníacas e os sentimentos puros dos homens. No fim, os homens de bem vencem as forças do mal. Certamente essa mensagem também é agradável à platéia.
Mas a "verdadeira verdade" é muito diferente do que se apresenta em cena como essas. Deus realizou na história relatada nas Escrituras sinais muito mais extraordinários do que qualquer demônio de filme poderia encenar. Mas ainda assim, a manifestação mais poderosa já realizada se deu em uma circunstância considerada pelo mundo como sinal de fraqueza: A morte de Jesus na cruz. A Palavra diz que na cruz Jesus rasgou nosso escrito de dívida, e despojou principados e potestades expondo-os a vergonha (Colossenses 2.14,15). O que se quer dizer é que na cruz o Senhor triunfou não somente sobre Satanás e suas hostes, mas sobre o maior terror que pode abalar todo homem, a condenação na morte. Jesus venceu na cruz o terror do juízo eterna que o próprio Deus traria sobre os pecadores. Assim, o verdadeiro poder se encontra não em manifestações sobrenaturais, que ainda que possíveis, não devem nos causar temor. O verdadeiro poder se encontra em Jesus Cristo, que morreu, mas ressuscitou, e que tem as chaves da morte e do inferno em suas mãos (Apocalipse 1.18). É em seu trinfo que devemos crer e confiar, para que nenhuma manifestação satânica tire de nós a paz e seduza pelo medo.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Entre ser livre e escravo, e ser um escravo livre
É possível que uma pessoa livre seja escrava? Ou ainda, que um escravo seja livre? Apesar da antinomia, creio que a resposta é sim para ambas as questões. Assistindo ontem ao filme Serra Pelada pensei muito sobre tudo isso. Como uma pessoa livre pode se fazer escrava, e um escravo ser encontrado livre. Como de costume, não quero ser spoiler (alguém que conta o fim de um filme ou livro, um estraga prazer), e com isso me detenho apenas a sinopse do filme.
A trama é simples, dois amigos de infância saem de São Paulo no inicio da década de 80 e seguem para Serra Pelada. Um professor sem emprego, com a esposa grávida, e um fortão sem profissão. Ambos buscam o sonho dourado de ficarem ricos. Ambos se perdem nos barrancos de terra e ouro do maior garimpo a céu aberto que o mundo já conheceu.
O que me chamou atenção é como algo que deveria trazer liberdade pode fazer de alguém um escravo. Em tese, o ouro deveria tornar suas vidas melhores, mas não é o que aconteceu. Todo sonho cultivado vai por água abaixo quando se torna um fim em si mesmo. Como prometi, não falo mais nada sobre o filme a fim de não aborrecer ninguém. Vale a pena assistir não apenas pela obra em si, mas também porque é o retrato da terrível realidade, não só daqueles dias, mas de milhares de zonas de garimpo espalhadas no Brasil e no mundo.
Partindo para a alegorização desta obra (sim, podemos alegorizar um filme, mas não a Bíblia), vejo muitos barrancos de garimpos na vida das pessoas. Vejo gente que em busca de um sonho de tornar sua vida melhor, embrenhou-se em um grande pesadelo. Tornam-se escravos daquilo que supostamente lhes traria felicidade. Não vêem diante de si outra possibilidade que senão a de satisfazerem a si mesmos, ainda que isso lhes custe a própria vida. Como bem pontuou Reverendo Augustus Nicodemus sobre o texto de Romanos 1.18-32: o que buscam como prazer, Deus lhes concede como maldição.
Certa feita, falando de Jesus para uma prostituta, perguntei porque ela estava nessa vida. Ela respondeu que tinha sonhos de consumo; uma casa, carro, móveis. Disse-lhe que estava vendendo algo muito mais precioso para comprar coisas de tão pouco valor. Ou não é a vida mais que a comida, e o corpo mais que as roupas? (Mateus 6.25)
Mesmo pastores têm feito das igrejas verdadeiros barrancos de garimpo. Num desejo desenfreado de garantir-lhes a sobrevivência, escravizam outras pessoas e a si mesmos. Não lhes ocorre uma vida independente da igreja. Essa é uma frase tirada de seu contexto pode sugerir que estou dizendo que um pastor não tem direito ao salário, ou talvez que pode viver alheio ao rebanho. Nada disso! Quero dizer que a verdadeira dedicação ao rebanho do Senhor, é quando não fazemos da Igreja nossa tábua de salvação. É quando pastoreamos não por força, sórdida ganância ou por posse, mas por sujeição e submissão ao Senhor, nosso e da Igreja, na esperança de sua manifestação (1 Pedro 5.1-4).
Somente somos livres de fato quando por amor nos reconhecemos escravos de Cristo. Os escravos hebreus não podiam ser mantidos assim em Israel por mais de sete anos, a não ser que, por amor a seu senhor, deixassem sua orelha ser perfurada por uma sovela (Deuteronômio 15. 16,17). Pelo alto preço que Jesus pagou, é que uma pessoa é livre de fato, tendo sua orelha perfurada pelos pregos da cruz do Calvário. E se o próprio Filho de Deus, o Senhor do Universo, fez-se escravo quando veio a este mundo, quem sou eu para achar que posso me fazer livre?
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Sobre a bebida alcoólica e a comunhão entre os irmãos
Na escola dominical do dia 22 de setembro, por razões que me foram apresentadas de maneira ríspida e afrontosa recentemente, decidi orientar pastoralmente a igreja onde sou ministro. Me fora dito que nossa igreja encontra-se dividia, e vivendo em pecado, e que por falta de percepção minha, ou em outras palavra, por complacência, é que isto estava acontecendo. Como sei que sou falho, ainda que isso não se justificasse os termos usados pela pessoa que me acusou, resolvi falar a igreja, de maneira panorâmica, sobre 1 Coríntios.
A relevância desta epístola do apóstolo Paulo aponta para a realidade de uma comunidade que, ainda que genuinamente cristã, conforme é descrita em seus primeiros versículos (v. 1-9), apresenta uma série de desvios de conduta moral, problemas doutrinários e partidarismo. É contrastante que palavras assim possam ser ditas de um mesmo grupo de pessoas. Mas não creio que isso seja exclusividade dos crentes de Corinto. Muitas igrejas podem ser descritas assim, e desta forma, se é verdade o que me fora dito, não podia excluir aquela a qual pastoreio a dez anos. Por isso conclui que uma abordagem de todos os problemas descritos ao longo da carta, focando principalmente na questão das divisões, seria salutar para a igreja se auto-avaliar.
Comecei falando sobre o partidarismo em torno de líderes, conforme Paulo descreve a partir do versículo 10 do primeiro capítulo até o quarto. Depois falei sobre o problema moral envolvendo o adultério de um homem com sua madrasta, e a falta de disciplina no capítulo cinco. Passei pelas questões seguintes que enfocava ainda disputa judicial entre irmãos e problemas com respeito a casamento. Cheguei ao capítulo oito, quando o apóstolo passa a tratar da questão do comer carne de animais sacrificados a ídolos, e que era motivo de escândalo entre alguns irmãos. Paulo trata disso até o capítulo dez, esboçando que ao mesmo tempo que o crentes são livres para comer qualquer tipo de alimento, eles não devem causar escândalo àqueles que não aceitam essa dieta. Também ao fim desta abordagem, Paulo deixa claro que essa liberdade de comer não deveria ser acompanhada da ideia de que participar das festas pagãs, onde os animais eram sacrificados, seria algo aceitável. Nesse ponto da exposição aos irmãos, a carne sacrificada transformou-se na questão relacionada a ingestão de bebida alcoólica, e um cenário talvez muito próximo daqueles dias na igreja de Corinto se formou nesse domingo.
Argumentei que a Bíblia em nenhum momento proíbe a ingestão de bebida alcoólica, mas sim a embriagues e o escândalo aos que não compreendem essa liberdade. A igreja se dividiu entre os que concordam, e aqueles que discordavam. O argumento predominante dos abstêmicos do álcool, era de que é praticamente impossível que alguém beba sem ficar bêbado. E também que era impossível beber sem ser pedra de tropeço para outros. Deixei claro que se beber era sinônimo de embriagues, Jesus teria sido um alcoólatra, como de fato o consideravam os de sua geração (Mateus 11.19). Mais triste ainda foi ouvir que ir a um bar era a mesma coisa que ir a um prostíbulo, equiparando a ingestão de bebida a prostituição.
O estudo não seguiu bem dai por diante, pois ainda que tenha passado pelos problemas seguintes na carta (mulheres insubmissas, irreverencia na santa ceia, soberba em torno dos dons e incredulidade quanto a ressurreição de mortos), tudo emperrou na questão da bebida. Por mais que explicasse que em si, beber bebida alcoólica não era pecado uma vez que a própria Escritura atesta seu uso não de forma condenatória em alguns textos (Salmo 104.15; Provérbios 9.5; Eclesiastes 9.7). É bem verdade que alguém possa até argumentar que o vinho é uma bebida permitida, mas que outras não. Isso seria um contrassenso, uma vez que o próprio vinho tem teor alcoólico maior que de outras bebidas. Mas há os que podem dizer que o vinho da Bíblia não passava de suco de uva, sendo essa mais uma falácia. Se fosse apensa suco de uva, não havia necessidade de advertências sobre os perigos de embriagues (Provérbios 23.20; Isaías 5.22). A própria ceia em Corinto estava sendo vilipendiada por pessoas que abusavam do vinho que era usado na ocasião (1 Coríntios 11.21).
Sei que a questão relacionada a bebida esta profundamente arraigada em nossa cultura evangélica herdada dos Estados Unidos do período da lei seca, e que por isso trata-se de algo impensável entre os crentes. Ouvi dizer que certa feita Francis Schaeffer observava o debate entre seus alunos sobre essa questão, e que notou que o problema maior era que os abstêmicos queriam convencer aqueles que bebiam a ser como eles, e assim a recíproca também era verdadeira. O grande dilema em tudo isso é perceber que as pessoas não estão preocupadas com o que a Bíblia diz, mas com o que serve para elas. Em nenhum momento disse que as pessoas devem beber pelo simples fato de que lhes é lícito. Em nenhum momento encorajei as pessoas a experimentarem bebida alcoólica. Mas procurei ser fiel as Escrituras, e nada acrescentar a ela como fardo. É nítido que o pecado da embriagues é condenável (1 Coríntios 6.10), assim como o tropeço (1 Coríntios 10.32). É sobre isso que devemos nos ater a fim de admoestarmos os irmãos, e não sobre o uso moderado de bebida alcoólica.
Apesar de não me arrepender do que ensinei, pois até então não fui convencido biblicamente do contrário, me entristeço com algumas pessoas que ainda encontram satisfação em ver a igreja dividida. O mal que procurei combater por meio da pastoral, manifestou-se entre alguns irmãos, de maneira que se não havia facções, surgiram. As divisões sempre ressaltam o que as pessoas acham de si. Tanto aqueles que se alinhavam a nomes, como aqueles que usavam os dons para sua própria exaltação, formam ao seu redor partidos que promovem a si mesmos, e não a Cristo. E se alguém se julga mais santo que outros, seja porque não bebe, ou mais entendido porque ser capaz de beber sem se embriagar, já com isso fragmentou a cruz que une a igreja.
A cruz que salva nos submete uns aos outros, e desta sorte por amor a Deus devemos buscar a unidade da Igreja. Não somos um estado democrático, não podemos causar essa unidade por qualquer tipo de conveniência dos que parece melhor a maioria, mas tão somente o Espírito de Deus pela sua Palavra é que nos une em amor. Assim sendo, que o Senhor da Igreja nos ajude a amá-lo acima de todas as coisas. Que a bebida não sirva de tropeço para os que dela fazem uso, e nem para os que não fazem. Se amamos ao Senhor, amamos ao nosso próximo, seja ele alguém abstêmico ou não.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Sobre a maldição das pirâmides do mundo moderno
Chega a ser irônico que os esquemas financeiros de ganho rápido e fácil sejam chamados de pirâmides. A designação para esse tipo de ascensão fraudulenta nos últimos tempos se dá por causa do recrutamento de pessoas, proporcionando uma progressão geométrica do tipo 1, 2, 4, 8, 16... e assim até a sua quebra. Ao meu ver, a ironia se dá pelo fato de que não apenas em seu aspecto matemático, mas também pelo aspecto histórico, estas pirâmides podem ser comparadas as do antigo Egito.
Nos dias dos faraós, pirâmides eram construídas por estes monarcas sob a pretensão de que seu reinado na terra se estendesse pela eternidade. Dentro destes majestosos sepulcros, não apenas o corpo do faraó morto era depositado, bem como todos os seus tesouros e ainda os ministros de seu governo, ainda vivos. Desta sorte, as pirâmides de hoje, tão suntuosas em suas promessas, nada mais são do que túmulos que cedo ou tarde engolirão tanto aos seus criadores, como seus associados.
Em uma matéria sobre a história de algumas pirâmides do século passado que li hoje, percebi o quão evidente é o desfecho sempre terrível reservado para todos os que se envolvem nelas. As histórias de faraós modernos como de Charles Ponzi, Maria Branca dos Santos e Bernad Madoff, revelam finais trágicos após anos de glória. Chega a ser um contraste praticamente certo, acrescendo as ironias do termo, pois poderíamos então falar também em uma maldição das pirâmides modernas.
Neste ponto, quando me refiro a maldição, não tenho em mente de forma alguma ao uso feito desta palavra pelo partido da Batalha Espiritual, que atribui a tudo uma ação demoníaca. Entendo por maldição aqui o fato de que Deus não deixar que essas pirâmides permaneçam por tanto tempo, para nos ensinar algo sobre o pecado que impulsiona esse comércio.
É obvio que o propulsor desse tipo de negócio é a ganância e ambição dos homens, como bem observou Álvaro Modernel no artigo que mencionei acima. O que está embutido nestes pecados é a insatisfação que o homem tem com o ganho do suor de seu rosto, e ao mesmo tempo o sentimento de que se achar merecedor de algo maior. Isto equivale a ingratidão e soberba, o que afronta ao Criador, uma vez que Ele graciosamente nos dá o pão (Salmo 127.2), apesar de nossa rebelião (Gênesis 3.17-19). Todo ganho fácil se dá pelo esforço de outra pessoa, e assim, no sistema de pirâmide, sempre alguém lucra de maneira ilícita sobre o suor do próximo (Provérbios 22.16).
Assim, os pecados se acumulam pela ganância, ambição, ingratidão, soberba e a opressão ao próximo. Um cristão que verdadeiramente espelha Cristo deve manter-se longe de tudo isso. O que Jesus ensinou e viveu nos dá uma diretriz completamente diferente do que os faraós e suas pirâmide proclama.
"pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos." 2 Coríntios 8.9Deus Filho, Senhor do Universo, se fez homem na condição de servo, nos falando de um outro reino, muito diferente dos deste mundo. Ele nos mostrou que existe um outro tesouro, verdadeiro e eterno, diferente dos tesouros deste século. E saldando a nossa dívida, contraída por causa do pecado, satisfez a justiça de Deus Pai, restabelecendo a comunhão outrora perdida.
Em um certo sentido, e para não perder a viagem até aqui, podemos comparar todo esquema de pirâmide financeira as promessas de igrejas neopentecostais. Estes faraós dos púlpitos fabricam suntuosos palácios na terra, mas que são na verdade apenas sepulcros caiados. Pregando um outro cristo e um outro evangelho, agregam malditos que preferem atender aos sonhos de seus corações ao chamado de arrependimento e graça da Palavra de Deus. O fim dos construtores destas pirâmides eclesiásticas será ainda pior do que daquelas financeiras (Lucas 10.10-15).
Devemos nos satisfazer em Deus, que nos amou por intermédio de seu Filho, e nos deu o seu Espírito. Devemos ter como nosso tesouro o próprio Jesus, nele somos feitos os mais ricos sobre a terra, mas não deste mundo. E inconciliável nos agarramos as riquezas deste século e ao mesmo tempo as da eternidade. Isso não quer dizer que devemos cruzar nossos braços e não trabalharmos. Devemos em nosso labor encontrar a verdadeira satisfação não em um gordo salário que podemos receber, mas no fato de que nossa dívida foi paga pelo sangue do nosso Senhor na cruz e que por isso somos verdadeiramente prósperos. Somente assim somos salvos da maldição do pecado, evidenciado em pirâmides deste mundo, muito antes do Egito antigo e seus faraós.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A Manifestação do Reino dos Céus e o Justo Procedimento
Em Israel havia uma expectativa muito grande quanto a manifestação do reino de Deus. Os judeus viviam sob o domínio romano, pagavam pesados impostos, e viam sua terra santa pisada por gentios. Tudo isso era causa de profunda indignação e ódio. No Evangelho de Lucas, encontramos uma passagem onde os discípulos, como bons judeus, também encontravam-se ansiosos pela manifestação do reino, que pensavam ser imediata, tão logo Jesus chegasse a Jerusalém. Jesus responde a essa excitação com a Parábola da Dez Minas (19.11-27).
Assim, esta parábola objetivamente se aplica ao anseio pela manifestação do reino de Deus, sem a reflexão de seu tempo e custo. Nela um homem nobre distribui dez minas para seus dez servos, e depois se ausenta para tomar posse de um reino. Sua ordem para estes servos é de negociar as minas distribuídas até seu retorno. O texto nos fala daqueles que obedeceram suas ordens e destacada um outro que não. Os obedientes foram contemplados, o desobediente deixado sem nada. Este homem também sofreu oposição de alguns concidadãos, e sobre estes trouxe o rigor da pena capital.
A vinda de Cristo certamente deve causar nos cristãos grande anseio (Apocalipse 22.17,20). Mas por vezes esse anseio parece encontrar-se misturado com outras expectativas mais terrenas. Esse era a ideia que os judeus tinham da manifestação do reino de Deus, numa restauração monárquica de Israel, e sua libertação do domínio gentílico. A visão de um messias que lhes fartasse de pão (João 6.14,15), que se voltasse ao hic et nunc - o aqui e agora. Mesmo antes de Jesus subir ao céu, depois de sua morte e ressurreição, em Atos, alguns discípulos seus ainda estavam preocupados com a restauração de Israel (Atos 1.6). Jesus deixou claro que isso não era da conta deles, mas a proclamação de seu testemunho pelo poder do Espírito Santo (v. 7-8).
O reino de Cristo "já é, e ainda não". Seu reino já é presente desde sua primeira vinda a este mundo, sendo ele mesmo o próprio Reino (autobasiléia). A questão é que seu reino não é deste mundo (João 18.36), e não tem aparência visível (Lucas 17.20,21). Porém, chegará o dia em esse reino se manifestará plenamente, aos olhos de todos na vinda do seu Rei (Marcos 14.62). Todas as coisas serão refeitas, e sua justiça reinará para sempre.
Desta forma, nesse interregno, é nosso dever acima de todas as coisa "negociar" até que nosso Senhor volte (Lucas 19.13), e assim "apressarmos" sua vinda. O sinal de que realmente ansiamos o reino de Jesus é justamente a sujeição a sua ordem de testemunharmos dele. Não sabemos exatamente quando ele virá, mas sabemos que quando vier, pedirá conta da missão que foi confiada aos seus. Tudo o que sublima este anseio, numa euforia por coisas terrenas, pode significar que nosso coração não se encontra realmente nas coisas do alto, e que seu reino não é prioridade em nossas vidas. Se realmente queremos ver a manifestação gloriosa do Reino de Cristo, devemos atender a ele como se já tivesse sido instaurado. É assim que somos cidadão do reino, é assim que devemos nos portar. Ao guardar a mina do Senhor, e atender a outros compromissos, atesta-se contra si, quando se é chamado para servir ao Rei dos reis.
Israel foi restaurado como país quase dois mil anos depois destas palavras, mas ainda luta contra seus inimigos em seu próprio território. Ao longo de séculos, pessoas depositam seus corações em seus próprios reinos, imaginando um dia serem realmente livres. Devemos ter fome e sede de justiça, mas sabendo que seremos realmente fartos no reino que ainda virá. Sejam todas as coisa dele, por meio dele e para ele, eternamente, amém!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Sobre as recentes manifestações
Tenho visto um certo entusiamos da parte de alguns Cristãos Protestantes com os recentes protestos feitos no Brasil, e até mesmo no mundo afora. É irônico, e posso ser acusado de incoerência por isso, mas não penso que os cristãos protestantes devem ser conhecidos assim por causa de protestos. Não é porque somos Protestantes que devemos nos prestamos a todo e qualquer protesto. Sei que é muito protesto e protestante para um parágrafo só, então vamos ao que quero dizer.
Primeiro, a razão histórica para sermos chamados Protestantes está relacionada a segunda Dieta Imperial Alemã de Speyer (1529), quando os nobres dissidiram do imperador Carlos V, quanto a revogação da primeira dieta (1526), retornando ao edito de Worms. Estes nobres, formalmente, por meio do que seria ao mesmo tempo uma objeção, um apelo e uma afirmação, buscaram acima de tudo a liberdade religiosa. A raiz histórica deste protesto, em Lutero, nasceu no ensino da Palavra, e posteriormente na afixação das 95 teses nas portas de Wittenberg. Isto foi necessário em razão do governo maligno da Igreja Católica naqueles dias, que não somente impossibilitava o conhecimento do Deus verdadeiro por meio de sua Palavra, como também iludia o povo com a possibilidade de se adquirir um terreno no céu por meio das indulgências. Assim, a essência da Reforma Protestante foi hermenêutica, ainda que os fatores políticos e sociais tenham se alinhado naqueles dias (leia-se "alinhados" como providência divina). Nas palavra de Lutero, a melhor descrição do que aconteceu naqueles dias:
Simplesmente ensinei, preguei, escrevi a Palavra de Deus; não fiz mais nada. E então, enquanto eu dormia, ou bebia cerveja em Wittenberg junto de meus amigos Philipe e Amsdorf, a Palavra enfraqueceu tão intensamente o papado que nenhum príncipe ou imperador jamais fez estrago assim. Não fiz nada, a Palavra fez tudo.Mesmo naqueles dias, alguns movimentos extremos foram severamente repudiados pelos reformadores. Tanto a Guerra dos Camponeses, como a Reforma Radical, não representavam a natureza da proposta dos reformadores. O desejo desses grupos ultrapassava o que as Escriturar determinam a Igreja em sua relação com o Estado. Estes extremistas valiam-se da força e da violência para a instauração de um suposto reino na terra, o qual certamente não era o Reino dos Céus.
A Igreja tem o seu papel de profeta junto ao Estado. Tem o dever de proclamar a Palavra de Deus, denunciando os pecados, ou encorajando os governantes naquilo que é correto. Creio que cristão verdadeira deveriam envolver-se na política, pela vocação de servir ao Estado, de maneira justa e digna. É imprescindível destacar a condutas política de homens como de William Wilberforce e Abraham Kuyper. É esse o tipo de militância que deveria nos orientar, que têm uma eficácia maior que a empunhadura de cartazes e marchas de protesto.
Quanto aos dias atuais, devemos ter o zelo de atentarmos para o nascedouro destes protestos recentes. Eles não são espontâneos como alguns inocentemente acreditam. Eles são orquestrados por algum grupo, cujas identidade e intenção permanece nebulosa ainda. Estes anônimos, se dizem interessados no bem estar da população, posicionando-se contra a corrupção e outras mazelas sociais, mas que ainda não revelaram seus reais interesses. Pregam contra a impunidade de políticos corruptos, mas legislam em favor da impunidade quando exigem a soltura dos vândalos, saqueadores e depredadores do patrimônio público e privado presos pela polícia. Essa incoerência me faz questionar se realmente têm intenções justas., ou se querem usar a justiça em causas próprias.
Um último fator que destaco é a injusta acusação de alguns que entendem que aqueles que não protestam estão inertes e conformados com a situação. Imaginam marchar pelas ruas, com gritos de ordem, e que esta pressão popular sobre o governo, seja a solução dos problemas. Não me oponho a esse direito de protestar, de maneira pacífica obviamente. Mas penso que é de um reducionismo muito grande pensar que isso resolva alguma coisa, ou que seja indispensável algo dessa natureza. Como salientei anteriormente através de alguns nomes de alguns cristãos, penso que pessoas melhor organizadas e dispostas politicamente, têm, em uma conduta direita, melhores condições de prover melhorias para a sociedade. Protestar é um direito de todos, dentro dos protocolos exigidos para o bem estar geral. Contudo, protestar não chega a ser sempre um dever. É dever de todos agir de maneira justa e correta, e agindo assim, pelo menos os cristãos, vivendo e proclamando o Reino dos Céus, grandes transformações podem acontecer no reino da terra.
sábado, 8 de junho de 2013
Prego Hoje em Apocalipse 13 - A disposição dos santos diante das Bestas
Introdução:
Acho interessante os filmes que retratam temas apocalípticos, sejam de
ordem sobrenatural (Advogado do Diabo), ou natural (O Dia depois de Amanhã),
trazem sempre a perspectiva escapista e triunfante dos homens. Vende-se a ideia
de que no fim o homem pode prevalecer sem Deus.
Sabemos que Apocalipse é um livro incomum em toda a Bíblia. Sua
linguagem simbólica e seu deslocamento temporal podem causar grandes
dificuldades em sua interpretação. Mas quando nos atemos à essência de sua
mensagem, o entendimento de seu conteúdo torna-se mais simples. O livro fala
sobre “A vitória de Cristo e seus santos, sobre Satanás e seus seguidores”.
Todo o livro explora o cenário de Cristo triunfante na história, e os seus
eleitos, que mesmo em meio a peleja, perseguição, sofrimento e morte, já
venceram junto ao seu Senhor. Apesar de todas investidas do Dragão contra
Cristo e sua Igreja, e da aparente segurança que suas hostes desfrutam, seu fim
é sempre derrota e condenação.
Resumidamente
podemos perceber duas grandes divisões do livro, e outras sete menores. A primeira divisão maior (1-11) esboça a luta externa entre Igreja e Mundo, a segunda (12-22) retrata
essa realidade internamente, ou seja, Cristo versus Satanás. Esta é a quarta
sessão menor (12-14), onde observamos a investida de Satanás contra Cristo, e
posteriormente de seus auxiliares (as bestas e a prostituta) contra a igreja.
Podemos até mesmo descrever cada capítulo sucintamente assim:
12 – Satanás avança contra Cristo, desde a Antiga Aliança. Não obtendo êxito, pois o Filho nasceu e reina ao lado do Pai, se lança contra a Igreja na Nova Aliança.13 – Os auxiliares do Dragão, a Besta do mar e a Besta da Terra, oprimem a Igreja.14 – O Filho traz redenção aos seus eleitos, e juízo sobre a terra e seus habitantes.
A temática escatológica foi deixada de lado de
alguns anos pra cá. Até as últimas décadas do século XX (60-90), esse foi um
assunto retratado intensamente nas igrejas. Muitos, apesar de uma perspectiva
errônea de interpretação, demonstravam por outro lado grande zelo para com a
volta de Jesus. É verdade que as circunstancias tais como guerras e a virada do
milênio incitavam as pessoas a pensarem em uma eminente volta de Jesus, e por
isso falarem mais a esse respeito. Mas hoje, pouco se fala a respeito da
Parousia. O “avanço tecnológico” das estruturas eclesiásticas faz com que se
pense muito mais no estabelecimento nessa terra, que na grande tribulação ou no
arrebatamento final. Fala-se em visão para alcançar o mundo, fala-se em crescimento
da igreja, e como estabelecer a supremacia evangélica sobre a sociedade, mas
muito pouco sobre os céus e a terra entesourados para o fogo (2 Pedro 3.7). Sem
sombra de dúvidas devemos trabalhar incessantemente na proclamação do
evangelho, até porque esse é um dos sinais da volta de Jesus. Mas não podemos
nos enganar pensando que estabeleceremos o seu Reino por conta própria.
É
partindo dessa perspectiva sobre o avanço de Satanás contra igreja, que quero
falar a respeito de nossa perseverança e fidelidade (v.10). Como disse, isso
não anula todo emprenho que a Bíblia como um todo nos conclama a termos, mas nos
faz entender que nada do que fazemos é por nós ou para nós mesmos. Que uma vez
que Cristo milita por nós, ele também nos conclama em meio ao fogo provador e
perseverarmos nele, quando não há muito que fazer.
Argumentação:
I.
Quem são os inimigos aqui descritos.
1.
O Dragão. Satanás
é o Dragão, e não tendo êxito contra Cristo e sua Igreja (cap. 12), pôs-se
sobre a areia do mar para conclamar seus auxiliares, que o representam neste
mundo.
2.
A besta do mar.
A)
Este primeiro
auxiliar do Dragão representa o poder político sobre o mundo. Sua descrição é
horrível, de um monstro que incorpora vários reinos da terra (Daniel 7). É rápida,
forte e mortal, como um leopardo, urso e leão. Tem diademas em seus chifres, ou
seja, autoridade do Dragão, como o texto explicita mais a frente.
B)
O golpe mortal
sofrido, e depois recuperado, possivelmente sinaliza a morte de Nero, o
primeiro grande perseguidor romano, e depois o retorna da perseguição naqueles
dias da parte de Domiciano. Mas podemos inferir também, nos dias finais, a
grande perseguição que haverá da parte do Homem da Iniquidade (2 Tessalonicenses 2.4) trará
de volta a ira de Satanás como antes de sua prisão (20.2,3,7-9).
C)
Todo governo que
se levanta sobre a terra, apregoando para si a condição de “Salvador da
pátria”, fazendo pairar sobre si a áurea de benfeitor maior (como os
imperadores de Roma), encarna a figura da besta do mar.
D)
Sua atuação
durante 42 meses nos remete ao período em que não choveu em Israel, nos dias do
profeta Elias (3 anos e meio). Esse período é o mesmo descrito agora no
capítulo 12.14 (1 tempo, 2 tempos e metade de um tempo). Mesmo perseguida por
Acabe, a igreja ali foi sustentada por Deus (1 Reis 17.4,9).
E)
Haverá um homem
nos dias do fim, o anticristo como chama João (1 João 2.18), e Homem da
Iniquidade, como declara Paulo. Este ainda não veio, mas certamente o seu
espírito já paira sobre os governos da terra desde os dias do apóstolo. Seu
propósito maior é imitar o Cristo, exigindo para si a adoração dos povos.
Aqueles que o adoram, de todas as nações, não se encontram inscritos no Livro
da Vida do Cordeiro, e portanto não fazem parte do numero dos eleitos.
3.
A besta da terra.
a)
A besta da terra
é subalterna a do mar, e serve como seu profeta e sacerdote. Sua função é
religiosa e propagandista. A aparência desta besta não é tão amedrontadora como
da primeira, mas sua missão é tão maligna quanto. Sua
aparência mansa como cordeiro, contrasta com sua fala mortífera do dragão.
Assim como a besta do mar recebe autoridade do Dragão, esta recebe dela a sua
autoridade, e por isso estão todas associadas.
b)
Sua atuação,
relacionada à fala (de dragão), é para engano e sedução dos povos (Apocalipse 20.3).
Seus sinais extraordinários compelem os cidadãos da terra a adorarem a besta do
mar, e consequentemente a morte dos santos.
c)
Ela marca na
testa e na mão direita os seus a fim de possam comprar e vender. Em outras
palavras, o sistema proposto por esse falso profeta restringe a vida comum
(compra e venda) aos que dispõe sua mente e ações a favor da besta (Deuteronômio 6.8).
d)
Assim como o
Espírito sela os eleitos em sua fronte, os réprobos são marcados (como gado)
pela besta da terra. Esta marca 666 é número de homem, pois não chega a
perfeição de Deus. O homem foi criado ao sexto dia, mas a obra completa de Deus
finaliza-se no sétimo, com o seu descanso. Assim, essa marca indica que os seus
portadores nunca chegarão a plenitude de seu propósito.
II.
Qual é o procedimento dos santos em meio a suas
investidas.
Como já disse anteriormente, a perspectiva expressa
em Apocalipse não significa passividade e inércia na vida cristã. O que é
explorado no texto é como em Cristo, mesmo em perseguição e danos sofridos, os
santos são preservados. Isso nos leva a algumas condutas de perseverança e
fidelidade.
1.
Consciência das circunstancias.
a)
Diversas vezes o
Senhor Jesus adverte seus discípulos em seu sermão escatológico de que não
deviam deixar-se enganar. Satanás como pai da mentira, emprega em suas bestas
toda arte de ilusão a respeitos dos fatos, pintando um cenário onde
aparentemente são vitoriosos.
b)
Não podemos
esquecer duas coisas: 1) Satanás e suas hostes, bem como os seus, foram
sentenciados a derrota desde Gênesis 3.15, o que culminou em seu despojamento
na cruz (Colossenses 2.15). 2) Todo ação maligna está sob o controle e propósito de
Deus, em sua agenda escatológica, evidente na expressão “é necessário” (Mateus 24.6; Apocalipse 20.3). Nada acontece por domínio de Satanás, ainda que ele confira
poder e autoridade as suas bestas, mas ele mesmo não tem poder de si mesmo.
2.
Fidelidade.
a)
Uma vez
enganados os povos, são compelidos a adorarem a Besta. Aqueles que pela fé
enxergam os sinais por trás de tudo isso, não se dobrará a sua imagem.
b)
Devemos vigiar e
orar a fim de não sermos seduzidos pelos “benefícios” trazidos pela besta do
mar, propagados pela da terra. Uma vez que nos sintamos em casa com respeito a
este mundo, mirando apenas o que se refere a essa vida, mesmo pelejando por
interesses que são legítimos, mas transitórios (Mateus 24.38), corremos o risco de
nos encontrarmos adorando a sua imagem, desprezando os tesouros que se
encontram no alto (Mateus 6.19).
3.
Perseverança.
a)
Nossa fidelidade
pode custar nossas vidas. Mesmo hoje, e desde sempre, e menor grau, cristão são
provados em sua perseverança. Proibidos de pregar o evangelho, muitos são
perseguidos até a morte.
b)
Devemos estar
prontos para sofrer o dano, seja da restrição de nossos direitos, como no caso
da marca para comprar e vender, como de nossa própria morte. Quando o texto falar em ser levado a cativeiro, ou morto a espada (v.10), é porque essas coisas serão inevitáveis. Mas é justamente em suportá-las, e não em subjugá-las, que seremos encontrados fiéis e perseverantes.
c) Fato é que se não
estamos dispostos a sofrer nenhum dano, é porque já nos deixamos seduzir e
somos encontrados infiéis.
Conclusão.
Sabemos
que a mensagem pode ser devastadora, e trazer terror para alguns, mas para os
crentes verdadeiros não. Esta é a mensagem de que “em todas essas coisas somos
mais que vencedores” (Romanos 8.37).
Se
crermos verdadeiramente que Jesus venceu a morte na cruz, que ressuscitou e
reina, devemos crer também que mesmo passando por tudo isso, e até a morte,
triunfaremos. Devemos nos regozijar, pois ele está às portas para nos redimir.
O
poder para reverter às coisas não está em nossas mãos, mas naqueles que foram cravadas
de pregos, e que agora traz a foice para ceifar os seus, e guardá-los em seus
celeiros, e ceifar os demais, pisando-os no largar de sua ira (14.14-20).
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