segunda-feira, 4 de julho de 2011

Filhos da Aliança




Nesse domingo, 03 de julho, meu filho Benício foi batizado. Uma ocasião como essa é motivo de muita alegria para mim e para a Candice. Durante o culto vespertino na Igreja Presbiteriana Alvorada, nosso filho foi recebido na familia da Aliança no batismo ministrado pelo Rev. Higor Cabral, meu amigo e irmão. Como diz vovó Lalinha, mãe da Candice, muitos foram ali prestigiar.
Mas todos sabem o que boa parte dos evangélicos pensa a respeito do batismo de crianças nas igrejas presbiterianas. Julgam de maneira preciptada o batismo infantil das igrejas reformada como o mesmo praticado pelos romanistas. Quanto a isso, faço algumas consideraçoes.




  1. O batismo de crianças na Igreja de Roma tem efeito regenerador, pois sendo um dos 7 sacramentos, é um dos meios pelo qual a pessoa recebe a salvação galgada por Jesus. Esse não é o entendimento presbiteriano. Não batizamos por medo de que nossos filhos morram "pagãozinhos".


  2. Entre os reformados o batismo infantil não tem efeito salvífico, antes, expressa a fé dos pais de que seus filhos também fazem parte da família da Aliança, pois o Pacto que Deus fez com os homens, sempre incluiu não apenas os pais mas também os filhos. A circuncisão ordenada a Abraão no Antigo Pacto foi substituida pelo batismo no Novo. Esse entendimento da Aliança do Antigo Testamente extensivo ao Novo é subtendido e crido em virtude de sermos uma só Igreja.


  3. Em nenhum texto sobre batismo nega-se a aplicabilidade dessa ordença aos infantes. Em Atos é plausível que crianças tenham sido batizas junto de seus pais crentes. Na história, no segundo século, há relatos de crianças que eram batizadas. Até os dias da Reforma, apesar do desvio doutrinário romanista, o batismo infantil era prática inconteste. Apenas apartir do movimento Anabatista tal prática tornou-se revogável para alguns.


  4. Pessoalmente, entendo que é muito melhor batizar meu filho para que ele possa mais tarde reafirmar a fé de seus pais, do que deixa-lo aparte da Igreja, entregue a si, para tão somente um dia ele venha afirmar por si, essa mesma fé. De outra sorte, ele também pode não vir a crer como seus pais, sendo ou não batizado na infância.


  5. Muitas coisas são impostas aos filhos: nome, horários (de comer, dormir, banho), ingresso na escola. Não vou esperar meu filho chegar a uma certa idade para que tome certas decisões. Por que eu deixaria meu filho entregue a si quanto a algo que é muito maior que qualquer outra coisa nessa vida? Assim como o atalaia de Ezequiel 33, os pais crentes devem responsabilzar-se por ensinar o bem e advertir os filhos do mal. Isso faz sentido pleno quando os filhos são vistos como povo de Deus.


  6. Enquanto tiver sobre ele responsabilidade, vou criá-lo como integrante da família da Aliança, falando-lhe ao mesmo tempo das bençãos dispostas e de sua responsabilidade. Inculcando que o sinal meramente não é suficiente, mas que é necessário crer e obedecer os preceitos da Aliança. Todavia, uma vez que o sinal lhe foi concedido, ele é ainda mais responsável mediante a graça que lhe está proposta.

Sou grato a Deus porque um dia quando ainda pequeno fui batizado na Igreja Presbiteriana de Cuiabá. Desde então me entendia como membro da igreja, e, no tempo oportuno, Deus me chamou graciosamente, fazendo-me crer em seu Filho como meu único Senhor e Salvador. Minha esperença é que assim como o Pastor da minha alma me chamou para si, também chame o meu filho Benício para o seu rebanho.

Ps.: Foto meramente ilustrativa. Benício não foi batizado por imersão como a imagem parece sugerir. rsssss.



Um comentário:

Pb. Rogério C. Nery disse...

Na hora que eu vi a foto do começo, a brincadeira sobre o batismo por imersão veio à mente instantaneamente. O P.S. no final do post cortou meu barato.

Só me resta dar os parabéns aos pais por esta maravilhosa confissão pública de fé em um Deus que incondicionalmente derrama sua graça sobre as crianças. E ao Benício, por fazer parte do especial povo de Deus.

Abraços!