quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009, o ano que não acaba tão cedo.


Faltam poucas horas para o ano de 2010 chegar, mas a nítida impressão que tenho é que mesmo assim 2009 não acabará tão cedo. Pelo menos para mim, ainda vai demorar para entrar o ano novo.

Muitos acontecimentos desse ano ainda estão inconclusos. Há muita coisa nova para o ano de 2010, começando pelo fato de ser uma nova década, do até então novo século. Mas 2009 ainda se arrasta e o ano novo nasce com cara de velho.
Esse ano teremos eleições políticas em nosso país, e Deus sabe se será um continuismo dos últimos 8 anos, ou alguma coisa vai mudar. Nessa última década me formei, comecei meu ministério e me casei. Espero dar mais um passo em meu histórico de vida. Espero que Deus nos conceda um filho ou uma filha em 2010.
O hino 105 diz: Não sei o que de mal ou bem é destinado a mim; se mau ou aureos dias vêem, até da vida ao fim... Mas eu sei em quem tenho crido; e estou bem certo que é poderoso; guardará pois o meu tesouro até o dia final.

Espero que o quanto antes, 2010 se torne um ano novo. E que Deus me conceda novidade de vida.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Menino baiano e as Agulhas das Religiões Afrobrasilieras




O recente caso do menino no interior da Bahia, que em seu corpo teve mais de 40 agulhas aplicadas traz a luz uma séria questão relacionada as religiões chamadas afrobrasileiras. Segundo confissão do ex-padrasto do menino, Roberto Carlos Magalhães, ele e outras duas mulheres aplicaram as agulhas em ato de retaliação a mãe do menino durante um ritual de magina negra.

Os motivos para tamanha barbárie, segundo a reportagem do Jornal Hoje, seria para que o ex-padrasto ficasse com uma das mulheres envolvidas no ritual, Angelina Ribeiro dos Santos, e também vingar-se da mãe do menino. Tudo teria sido supervisionado por uma mãe de santo, Maria do Anjos Nascimento. O menino, corre sério risco de morte.

Não precisa ser detetive para chegar a algumas conclusões simples. Desde que tomei conhecimento da história suspeitei de magia negra, tendo em vista a natureza do crime e o estado local onde aconteceu. É de conhecimento geral da nação que a Bahia é um estado onde as religiões de origem africanas tem grande proeminência. Não quero dizer com isso que a Bahia é o único lugar no país onde se encotra isso, ou que por isso é um lugar pior.

O Jornal Hoje de ontem (17/12/2009), no fim da matéria, fez menção de que um pai de santo e uma antropóloga, sem dizer seus nomes, afirmaram na redação do jornal que desconhecem rituais como o das agulhas, ou com sacrificio humano em religiões afrobrasilieras. Creio eu que se disseram isso com sinceridade, eles é que desconhecem as religiões animistas oriundas da África.

Há muitos anos atrás, o falecido Rev. Cabral disse assim um pastor folgado, que sempre tinha uma desculpa esfarrapada para chegar atrazado na reunião do presbitério: O senhor acha que somos bobos ou palhaços. Pois bem, diante de tais declarações finais, podemos dizer o mesmo ao Jornal Hoje.

Quem não sabe que as religiões afrobrasileiras se prestam aos mais variados tipos de feitiços para prejudicar pessoas? Alguns para separar pessoas, outros para unir, e ainda para tirar vidas. Se assim não fosse, qual o sentido de um despacho oferecido aos demônios, chamados de entidades? É sabido no mundo todo, que na Africa e no Haiti, lugares de maior concentração das religiões animistas, rituais são feitos com sacrificios de animais e até de pessoas. Se os pais e mães de santo que têm a sua mais alta patente aqui no Brasil e que saem para fazer a cabeça na Africa e no Haiti não trazem pra Umbanda, Quimbanda e pro Candomblé esse tipo de expediente, o que eles vão fazer lá?

As religiões animistas acreditam que as entidades são forças da natureza, com personalidade. Os feitiços são maneiras de se comprar o auxílios desses seres que servirão ao propósito de quem os arregimentou. A manipulação do sobrenatural em benefício próprio sempre é marcado por egoísmo e crueldade. Afirmar que tudo isso não passa de cultura, que não há atos de crueldade, de sacrifício, seja de animais ou pessoas, e contar com a ignorância de pessoas que aceitam tudo o que se diz. Por que será que a antropóloga e o pai de santo "consultados" pela redação do JH não quiseram se identificar? Será eles realmente existem, ou são abstrações do jornal para tentar esconder o óbvio. O que é incomodo em rede nacional, é que rituais praticados por pais e mães de santo põe em risco os filhos alheios.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Qual o problema com os rótulos?



Muitas pessoas não gostam de ser "rotuladas". Como se fossem livres de qualquer identidade social ou influencia filosófica, essas pessoas supostamente não rotuláveis acreditam encontrar-se a parte de qualquer grupo previamente reconhecido. Pessoalmente questiono esse tipo de postura incógnita.


Entendo por rótulos toda e qualquer definição maior que o indivíduo assim identificado, e que o relaciona a outra pessoa ou a um grupo, e conseqüentemente, a uma linha de pensamento sustentada por outros. A meu ver o rótulo serve como um atalho na identificação filosófica da pessoa. Não se trata de uma completa definição de alguém (o que considero impossível em uma palavra), mas parte do que se pode atribuir a um indivíduo quanto à postura, comportamento ou conceitos.


Um rótulo em tese deve facilitar um diálogo adiantam o tempo que seria gasto em explicações acerca dos posicionamentos em debate. Sem contar que através dos rótulos podemos usar de uma clareza maior, o que torna um debate mais leal entre as partes, não dando ocasião a subterfúgios ou dissimulações. A pessoa assume quem e o que crê.


Às vezes fico pensando a respeito dos que se acham "inrrotuláveis". O que eles devem achar de si? Tenho algumas teorias diversas. Inicialmente sou da opinião de que existe um grande orgulho que não lhes permite associarem-se posicionamentos pré-estabelecidos. É como se a pessoa não pudesse deixar de ser conhecida pelo próprio nome, como se sua máxima referência foi si mesmo. Esse orgulho é um grande complexo de originalidade, uma enganosa concepção de independência de si para com o resto do mundo. Vivemos numa certa altura da história, onde ser original é bem improvável. Idéias, filosofias, concepções, modelos e estruturas já estão bem definidas, e as que surgem nunca são livres de influências ou referências. Portanto, porque um indivíduo se acharia acima de toda ou a parte de toda e qualquer nomenclatura? Só um ego maior que o mundo poderia imaginar-se tão original.


Existe ainda uma questão de sinceridade e coragem. Uma pessoa que foge de um rótulo tem passe livre para migrar e posicionar-se de acordo com a conveniência. Geralmente usamos o termo "político" para esse tipo. Os políticos brasileiros servem de paradigma nesse caso dado a constante mudança de partidos e posicionamentos. Não digo que mudar seja um crime, mas quando tais mudanças são constantes e contraditórias, é perceptível que se trata de conveniências e nunca de convicções. Coragem deve respaldar-se na convicção sobre algo, e a sinceridade leva o individuo a posicionar-se abertamente para quais quer que sejam as ofensivas contrárias. Nesse caso não há como escorregar e moldar-se ao pensamento ou a estrutura dominante: paga-se o preço por aquilo que se acredita.


Uma última teoria é irmã da segunda: a pura falta de convicção. Nesse caso o fator não se dá por desonestidade, mas por deficiência intelectual mesmo. Algumas pessoas julgam desnecessário qualquer convicção pessoal, e posicionam-se a parte de qualquer orientação que demande de estudo e profundidade. Eles realmente não acreditam no valor de um conceito, e afirmam com isso que qualquer definição pré-via é sinal de arrogância. Na prática isso subsídio para o famoso "não julgar". Admiti-se que cada um tem sua linha de pensamento, mas que isso não pode ser objeto de discussão. É a "verdade" de cada um, que no fim não pode ser apresentada de forma objetiva para que ninguém se sinta julgado ou inquirido a responder.


Creio que todos estes rótulos para os não rotuláveis podem acontecer individualmente, ou com maior ou menor ascensão de cada um. O orgulho, a covardia e a ignorância são rótulos dos não rotuláveis. Eles desprezam por um motivo ou por outro o que é corrente. Note que não estou dizendo que todo pensamento pré-elaborado é válido, e que não deve existir uma identidade pessoal construída com esforço próprio. Mas creio que somos marcados historicamente pelos que vieram antes, e que deles herdamos pelo menos a base de nossas proposições. Citá-los ou nos identificarmos com os que vieram antes não pode ser motivo de vergonha. É fato também que não podemos nos anular em razão de qualquer pensamento ou vulto histórico, como papagaios de pirata. Mas relativamente falando, um bom papagaio de pirata ainda é melhor do que uma lata genérica de idéias. Da mesma sorte devo acrescentar que tornar um rótulo motivo de orgulho, e anular-se em razão do mesmo, não acrescenta nada para o enriquecimento das idéias. O rótulo deixa de ser um atalho e se torna um disfarce para a fraqueza de quem não é solido em suas idéias, e vale-se exclusivamente do que é alheio.


Sinto-me (bem) acompanhado por Charles Spurgeon quando nos diz:
Alguns sobre o pretexto de serem ensinados pelo Espírito de Deus, se recusam a ser instruídos por livros ou por homens vivos. Isso não é honrar ao Espírito de Deus. É um desrespeito para com Ele, pois Ele dá a alguns dos seus servos mais luz que a outros - e é óbvio que Ele o faz - então eles têm obrigação de dar essa luz a outros, e a usá-la para o bem da igreja. Mas se a outra parte da igreja se recusa a usar essa luz, com que finalidade o Espírito de Deus a daria? Isso implicaria que existe um erro em alguma parte da economia dos dons e das graças de Deus, que é administrado pelo Espírito Santo.


Sendo assim, resistir ao chamado rótulo, é resistir a outro nome que tenha maior destaque que o seu. É não admitir a relevância que outros têm ao longo da história. É não querer comprometer-se, ou entender que qualquer definição maior a qual se engaja é altivez. Tudo isso é inútil, pois ainda que não sejam conceitos filosóficos ou estruturais, o orgulho, a covardia e o anti-intelectualismo são rótulos do caráter. É melhor admitir rótulos sobre as idéias que ser rotulado por motivos que não se pode debater, mas apenas lamentar.

sábado, 7 de novembro de 2009

Vivo pela fé


Do alto dos meus 31 anos, completos hoje, sei que só posso veiver pela fé.

Quando eu nem sequer a procurava, a graça salvífica de Deus me achou há 17 anos. Como diz o hino: Eu era cego, mas agora eu vejo. Estava perdido, mas fui achado.
Eu nada havia feito de bom, muito pelo contrário. Mas Jesus fez tudo por mim.

Desde então tenho caminhado na contra-mão do sistema.
Suporto do ódio desse mundo por causa do amor de Deus.

Envelhecendo, preciso tornar-me como uma criança no Reino.

Vivo mortificando a minha carne.

Preciso me humilhar a fim de um dia ser exaltado.

Muitas coisas que perdi nessa vida, sei que ganharei no porvir.

Sei que o fim será só o começo.

Maranata... Vem Senhor Jesus.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

MODOCA... Parabéns!!!




Candice, "minha prenda encantada, minha eterna morada, meu espaço sem fim".
Candice, "amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade".

Candice, "é quase uma idéia louca, ter-te ao alcance da boca".

Candice, "você é algo assim, é tudo pra mim, é como eu sonhava".

Candice, "linda e sabe viver, você me faz feliz".

Candice, "you're a Godsend, a blessing from above".


Você é...

Como o
Amor que
Nasceu
Do
Inimaginável
Cuidado
Eterno


"Ai, quem me dera ser cantor
Quem dera ser tenor
Quem sabe ter a voz
Igual aos rouxinóis
Igual ao trovador
Que canta aos arrebóis
Pra te dizer gentil..."

Minha Modoca Linda, minha paz há tanto esperada, minha benção, minha mulher da mocidade;
Espero viver muito ao seu lado, viver muito o seu cuidado, viver muito como seu amado,
Te amando, cuidando, beijando.
Minha Modoca Linda, vivo ao seu lado, te amando, e sendo amado.
Muito obrigado por você, por esse dia, sou grato a Deus, por você.
"Por você, por você..."






terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aborto UNIVERSAL

O que ainda falta para as pessoas entenderem que a Igreja Universal do Reino de Deus está a serviço de Satanás? Agora, além de patrocinar o amor ao dinheiro, também patrocinam o aborto? O que ainda há de pior para vir?

É muito interessante a linha de falaciosa de raciocínio adotada. Enumeram-se conquistas históricas do movimento feminista: roupa, casamento, contraceptivo, trabalho e voto. Não vou me deter no no mérito de cada "conquista", mas é óbvio que nada disso se compara a importância de uma vida gerada. A rápida exposição desse histórico no video tem a intenção de não permitir que as pessoas parem para pensar na completa discrepância que existe entre esses assuntos e um bebê gestado. A pergunta final expõe a covardia de quem não quer assumir o pensamento assassino nitidamente, transferindo ao telespectador do video a resposta induzida.

Será que nessas decisões listadas não seria justo acrescentar o direito da criança sobre o seu próprio corpo? Será que a criança não têm o direito "decidir" viver?

Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. (Salmo 127.3)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Gerações que vão, geração que vem.


"Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade." Salmo 100.5


"Como afluíssem as multidões, passou Jesus a dizer: Esta é geração perversa! Pede sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas." Lucas 11.29

Se tem um assunto difícil de se tratar é esse: Geração! Tai um conceito no mínimo curioso. Não há uma definição exata quanto ao tempo de uma geração. Há quem fale em 100 anos, outros 80, 50, 25, e os mais modernos já falam em 6 anos por conta do rápido avanço tecnológico. Podemos afirmar sobre uma geração é que ela compõe-se por pessoas que convivem em uma mesma época, ou ainda, que tenham idades aproximadas. Mas sobre isso cabe ainda certa relatividade. Um homem de 80 anos que convive com um menino de 6 anos, pertence a uma mesma geração? Sim e não, acho eu. Conclui-se sobre isso que geração é um conceito essencialmente dinâmico. Não nascemos em safras, e por isso não podemos facilmente ser classificados segundo a "nossa geração".


O que tenho escutado de quase 2o anos para cá no meio evangélico é a seguinte frase: "Deus tem levantado uma geração". O propósito dessa geração divinamente erguida varia um pouco, ora fala-se em adoração e louvor, ora fala-se em fazer diferença (qual?), e ainda alguns, um pouco mais substancias, falam em pregar o evangelho. É tudo muito empolgante, tem-se a impressão que Deus está levantando uma geração como se recruta um exército - "O Senhor está levantando um grande exército"- lembram-se desse cântico?


Sempre existiram diferenças e divergências entre gerações. Mas nessas últimas décadas, no meio evangélico o que se tem visto é o sepultamento dos valores e da história de gerações passadas. Ao falar de uma geração levantada nesses dias, sugere-se que as anteriores não foram levantadas por Deus. Há quem diga explicitamente que a Igreja hoje vive uma dimensão mais espiritual. Isso é claro, em nome de algumas aberturas comportamentais e teológicas, ou por conta de experiências metafísicas que claramente contrariam a Escritura. De uma forma ou de outra, o que se vê é uma geração emsimesmada, que não consegue enxergar nada além do próprio umbigo, que despreza tudo o que já foi feito até hoje para o Reino de Deus.


Seguindo a máxima lulista do "nunca antes na história desse país", afirmam que somente nessas últimas décadas é que se tem feito algo em prol do evangelho. Dizer uma asneira dessa é negar a própria origem, pois com certeza, por mais esdrúxulo que um movimento neo-pentecostal seja, ele tem um pezinho em igrejas mais velhas, seja pentecostal ou tradicional. Eles não chegaram nesse país e desbravaram a nação imersa em idolatria. Seu “grande” avanço numérico deve-se a pessoas que um dia ouviram o evangelho em alguma denominação histórica, mas que certamente, por não conseguir conviver com a sã doutrina, ou por outro motivo de ordem pessoal, resolveram migrar para uma igreja mais tolerante, onde metas pessoais sobrepõe as causas do Reino.


Essa nova geração já nasceu velha, pois não têm o vigor da velha geração que desbravou um Brasil católico contando exclusivamente com a pregação da Palavra. Não estou com isso afirmando que essa geração passada era perfeita. A Igreja perfeita só existe na glória, e que nesse mundo ela só será assim quando houver novos céus e uma nova terra. Mas é nítida a diferença entre nós e os nossos pais. Essa minha geração na carne, não se compara em nada com o compromisso bíblico da geração que chegou a esse país há 150 anos atrás. Ainda que nascido a três décadas, quero fazer parte de uma geração cujo compromisso é pregar e viver o mesmo evangelho que meus pais.


Sei que de tempos em tempos Deus traz avivamento para o seu povo tornando-os numa geração exultante, forte e valente, que avança contra o inimigo confiando exclusivamente na vitória de Jesus no Calvário. Uma geração verdadeiramente levantada por Deus nunca olharia para si com arrogância, desprezando as que vieram antes. Consideremos alguns exemplos de gerações poderosamente usadas por Deus na história. Os reformadores nunca desprezaram o que foi feito de bom antes deles, ainda que tenha sido produto de uma geração que viveu a clausura de uma igreja apóstata que há tempos tinha se esquecido do real valor das Escrituras. Os apóstolos por usa vez, nunca desprezaram a mensagem dos profetas, muito ao contrário. Eles sabiam que o mesmo Espírito que um dia inspirou aquela geração agora falava através deles, claramente, o que fora anunciado sobre o Cristo.


Por que uma geração hoje desprezaria tanto as outras? Por que usaria de tamanha exultação para si mesma? Só posso crer que estamos diante de uma geração perversa que apostatou da Palavra de Deus e lançou-se aos modismos desse mundo. Essa é uma geração de artistas, astros e estrelas que têm luz própria, e eles sabem que a única maneira de se manter na história é à custa de seus próprios nomes. As gerações passadas todavia, usavam um nome muito antigo para se encontrarem igualmente iluminadas: Jesus de Nazaré, o Filho de Deus.
Ps: A imagem que ilustra esse post é de um antigo albúm do Oficina G3, que ao meu ver foi um dos seus melhores. Apesar de fazer parte dessa geração, muito do que se dizia nesse disco já foi deixado pra trás.

sábado, 3 de outubro de 2009

Os Falsos Profetas (missionários, pastores, bispos, apóstolos) Contra Atacam


É impressão minha ou esse ano, mais especificamente nos últimos 6 meses, uma "matilha" de falsos profetas tem lançado os seus de$afio$ às pessoas? É um com campanha de R$ 7,00 dias de oração, é outro pedindo R$100,00, e ainda, o mais ousado, com uma proposta (indecente) de R$ 900,00. Seriam coincidências esses desafios financeiros lançados em um ano de crise econômica mundial?

Mas nem só de dinheiro vive o falso profeta. A fama e a estima dos fãs também é uma moeda correntre entre estes. Da economia ao ecumenismo, chegou aos evangélicos, mais especificamente no arraial dos "levitas", a proposta de união com os católicos. Um show batizado de Catogospel realizado em Goiânia colocou há poucos dias no mesmo palco um show man evangélico e uma banda católica em nome da unidade. É claro que a vontade de aparecer e ser amado pelos fiéis fãs une qualquer galã de batina ou o que alisa o cabelo. Para a turma dos holofotes, a ordem é uma só: Importa que cresçamos, mesmo que Cristo diminua.

Jesus disse que enviaria seus discípulos como ovelhas em meio aos lobos (Mateus 10.16). Mas o contra ataque de Satanás é enviar os seus lobos em pele de cordeiros para o meio do rebanho (Mateus 7.15). É muito claro pela natureza desses dois animais que um causará grandes estragos no outro. Mas isso não será por muito tempo. Cremos que quando o verdadeiro Pastor se manifestar dirá aos lobos: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade. (Mateus 7.23)

Assim, sejam os "caça-níqueis" ou os que estão na caça aos fãs, esses lobos sempre vendem sua própria imagem como prova de sucesso do seu "evangelho". Mas a Escritura é clara quando diz que o fim deles será conforme as suas obras (2 Coríntios 11.15).
Ps: Não é culpa minha que a imagem que ilustra este post seja bem parecida com meia dúzia desses "ministros".

domingo, 27 de setembro de 2009

Mais um ensaio: O Tempo não é eterno, e a Eternidade não é Temporal


A percepeção do tempo é bem relativa. Quando vivemos algo muito bom, esse período aparenta ser curto, rápido como um piscar de olhos. Mas quando estamos passando por dissabores, temos a sensação de algo infinito, como se nunca fosse acabar.

O pensador cristão C. S. Lewis advogava que não fomos criados para o tempo. O tempo é algo muito estranho para a humanidade, pois nos surpreende como não deveria. Imagine um peixe que estranha o fato de estar molhado. Como isso seria possível se ele vive toda a sua vida em baixo d'agua? A não ser que ele fosse criado para outra realidade. Assim também, quando estranhamos o fato do tempo passar, estamos dando sinais de que nossa constituição nunca se adptou ao tempo. Fomos criados no tempo, nossa vida se mede pelo tempo, mas ainda assim não nos sentimos a vontade com ele. Nos assustamos quando encontramos pessoas que não vimos a muitos anos. Uma criança que se tornou adulta, um adulto que se tornou velho nos deixam desconfortados, pois nos faz pensar que se o tempo passou para essas pessoas, para nós também, e isso não parece tão aceitável assim.

No recente filme "O Curioso Caso de Benjamin Button" nem o homem que rejuvenesce ao invés de envelhecer escapa do agente terrorista "Tempo". Esse companheiro constante parece nos carregar para morte, seja qual for a nossa idade. Mas não estou querendo dizer que o tempo é nosso inimigo, por outro lado também não o chamaria de amigo. Ele é no máximo um companheiro de viagem. Ele nos faz lembrar que estamos aqui de passagem, e que um dia vamos chegar a outro lugar que bem diferente desse. Mesmo viajando sem sair do lugar, caminhamos rumo a outro lugar. Eu chamaria esse lugar de "o pai do tempo", mas seu verdadeiro nome é Eternidade.

Salomão, nosso irmão que soube decifrar bem o tempo esclarece a relação desses dois:

Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele. (Ec 3.11, 14)


O homem se dobra diante desse agente silencioso chamado Tempo. Somos incapazes de dominá-lo, e parece que tudo, como o início desse capítulo diz, a seu devido tempo nos surpreende. Somos informados também que existe começo e fim, quer queiramos ou não. Mas obviamente que o Tempo não está a serviço de si mesmo. Ele não nos subjuga para si, mas para Aquele que o estabeleceu conforme a sua santa, perfeita, justa e soberana vontade. É para que temamos a Deus que somos lembrados do quão fracos somos diantes das ondas que os dias nos imprimem. O que o Tempo nos trás não pode ser visto como um fim em si mesmo, mas antes nos fazer apegar àquele que FEZ todas as coisas.

Assim, por mais que o Tempo pareça deformar-se em razão do que nos agrada ou não, não podemos nos enganar, pois o próprio Tempo também é passageiro. "Nem tanto o mar, nem tanto a terra". Não podemos ser reféns do Tempo, como se ele nos governasse ao seu bel prazer, como se fosse sua a determinação de nossa alegria ou tristeza. Deus é quem governa o Tempo, assim também nossas vidas. Por isso podemos crer na palavra que diz:

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm 8.28)

Vivamos hoje crendo que "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Cor 2.9). Existe um futuro além desse futuro, que restaurará também o passado, e que fará da nossa vida um presente glorioso. Isso não nos será estranho, pois para a Eterniadade é que fomos criados. E Vida Eterna é isso, comunhão imperdível com Deus, os séculos dos séculos que abrigarão a plenitude da comunhão, do prazer, da realização, da paz, da alegria, do conhecimento e da segurança que tanto almejamos em todo tempo.

Ps.: Aviso aos Navegantes: O Ministéria da Palavra de Deus adverte: A Vida Eterna está disponível tão somente para os crêm em Jesus Cristo, para aqueles que estão inscritos nos Livro da Vida. Fora dele encontra-se outro tipo de eternidade, chamada também de Morte Eterna, Segunda Morte ou Lago de Fogo. (Conf. Apocalipse 20 e 21)

sábado, 26 de setembro de 2009

Como diria o "teólogo" Agamenon


Pois é, heresia no púlpito dos outros é refresco.
PS.: Esse pastor está a cara do Gargamel.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Aviso aos navegantes


Caros amigos e irmãos, e em especial os que têm seguido esse blog e recentemente postaram sobre os textos anteriores.

Quero agradecer a participação, e dizer que não foi possível responder a todos, e nem postar novos textos por falta de tempo nessas últimas semanas. Quero inclusive visitar os blog's dos colegas a fim de trocar mais idéias.

Graças a Deus a igreja que pastoreio completou esse mês um ano de organização, e tivemos uma semana atrás cultos de louvor e gratidão a Deus por essa obra ali. Também estamos construindo o templo novo, e por esse motivo o tempo tem sido escasso. Semana que vem, no IBAA (Instituto Bíblico Presbiteriano Augusto Araújo - onde leciono) será semana de provas, e daí mais um período comprometido.

Mas pretendo voltar a escrever o quanto antes. O assunto do Tempo ainda não está acabado. Também quero compartilhar um pouco sobre a escolha que fiz de pregar o livro de Atos por completo.

Então, assim que possível, estarei de volta.

Que Deus abençoe aos navegantes.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Primeiro ensaio sobre o Tempo: O mito da História Cíclica.


Um dos grandes males do homem, em razão de seu curto tempo de vida, é achar que o melhor ou o pior da história encontra-se junto dele nos seus dias. A síndrome do "nunca antes na história desse país" não é uma patologia apenas do presidente do Brasil, mas de todos que não conhecem a história, dos que acreditam que o tempo presente supera em muito o que já passou. Por outro lado, o pessimismo de que "tudo sempre foi assim, e será assim para sempre", castra toda e qualquer motivação para seguir a diante nesse curto tempo de vida que temos debaixo do sol.

Mas quem não é limitado no espaço e no tempo que atire a primeira pedra. Um conhecimento mais aprofundado sobre história pode nos previnir da arrogância ou do pessimismo. Porém, ainda não estamos livres de sentimentos que afloram a medida de tudo o que passa ao nosso redor e que nos fazem pender para um lado ou outro. Os tempos são difíceis, sem dúvida, mas isso não quer dizer que sempre foi assim, ou que tnunca foi assim. Existe uma linha média para melhor entender o tempo.

Além do conhecimento histórico, precisamos de entendimento bíblico sobre o tempo. Nas primeiras linhas de Eclesiastes é dito que não há nada de novo debaixo do sol, e com isso Salomão traça uma perspectiva pessimista sobre o mundo caido, onde a história é aparentemente cíclica (eu disse aparentemente), esteril e fadigante. Mas o livro de Eclesiates precisa ser lido mais até o fim, e com toda atenção para entendermos onde o filho de Davi queria chegar. Sua experiência como rei, que tudo tinha ao seu alcance, inclusive o que não devia, fez com que o homem mais rico, mais sábio, mais culto e mais "amado" por mulheres em seu tempo, percebesse que em nenhuma dessas coisas existia a verdadeira realização para o ser, e por isso era tudo vaidade, correr atrás do vento. Sua experiência longe de Deus, por mais regada que tenha sido de tesouros da terra, tudo que qualquer homem poderia desejar, não acrescentou em sua vida nada além de amargura.
Todavia, mesmo antes de chegar ao desfexo de sua biografia filosófica, Salomão havia deixado vestígios de que não se tratava do volume de realizações ou bens acumulados, mas da origem de tais coisas. Comer, beber, alegrar-se pelo fruto de seu trabalho com sua unica mulher parece muito pequeno para quem tinha a mesa e a cama farta. De outra sorte, ele admite que isso provém de Deus, e que nesse mundo não há nada melhor (3.12,13; 5.12, 18, 19; 9.7-9).

O fim de Eclesiastes não deixa dúvida de que Salomão sabia que a história não é cíclica, mas que o homem passa, e a vida corre em direção daquele que a concedeu a existência. Um dia todos prestarão contas ao Criador, e por isso, é segundo seus preceitos que se deve viver. Não há voltas na história que possam livrar o homem desse dia. Por mais que tudo pareça estar como sempre esteve (2 Pe 3.4), ou que tudo já se fez novo, somente quando manifestar-se o supremo Juiz termos pleno entendimento de todas as coisas. Até lá, aguardamos e guardamos sua Palavra.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Domingo eu preguei: Trigo e Joio, juntos, parecidos, mas diferentes.


Domingo, dia 16, preguei em Mateus 13. 24-30; 36-43. É bem visível, e já tornou-se proverbial que, por mais próximos e parecidos que sejam, trigo e joio são diferentes e um dia serão separados. Essa parábola encontra-se em um contexto muito interessante, quando Jesus respondia com ensinamentos ao que estava acontecendo. Constantemente os fariseus se opunham ao Senhor pelo que havia feito, no caso aqui, uma cura (12.9-14) e uma expulsão de demônio. Jesus passar a usar figuras da agricultura (12.33-37; 13.1-9; 31-32) para demonstrar que diante dele estavam dois grupos distintos: árvore, terra e semente boa; e, árvore, terra e semente má. Nesse mesmo contexto, nem a própria família de Jesus compreendia o que ele estava fazendo (12.46; conf. Mc 3.21), sendo assim, em certa medida, oposição dentro de sua casa.


A parábola do semeador é bem parecida com a do trigo e joio, mas esta última é um tanto mais intensa que a primeira. No caso do semeador, temos apenas a visualização de quatro tipos de terrenos, sendo que três não frutificaram e o último sim. Apesar de cada terreno ter sido explicado, nada é dito sobre o seu preparo e fim. É afirmado apenas que um frutificou abundantemente, ao passo que os outros não. Na segunda parábola, não só é destinguida a origem das sementes, como também é retratado o fim de ambas. É enfática na primeira parábola as condições de cada pessoa, enquanto que na segunda é revelado a origem e o fim de cada uma delas. Existe ainda no caso das duas parábolas a imensa vantagem de que o próprio Jesus faz suas exegeses. Em termos nominais, a segunda parábola constitui uma enfase maior na origem e no fim dos dois tipos apresentados. Nesse sentido, creio que a intensidade dessa segunda parábola não pode passar desapercebida. O temor e a esperança devem ser infundidos nos corações.

Podemos listar pelo menos três dferenças entre o trigo e o joio nessa parábola. A primeira é a origem de um e de outro. O trigo, ou a boa semente, procede do Filho do homem, enquanto que o joio foi plantado pelo inimigo, ou Diabo. Os filhos do Reino e os filhos do Diabo dividem um espaço comum, mas não a mesma procedência. Em Gênesis 3.15 já havia sido anunciada essa distinção: O descendente da mulher e a descendência da serpente seriam inimigos mortais. A descendência da serpente em outros momentos foi apontada assim: Raça de víboras (Mt. 3.7; 12.34; 23.33), filhos do diabo (Jo. 8.34). Os filhos do Reino compartilham da perseguição sofrida pelo descendente da mulher, e por isso, também, partilham de seu triunfo sobre Satanás.

Há outra distinção entre as duas plantas. Apesar de estarem juntas, o cuidado dispensado sobre as duas tem propósitos diferentes. O Diabo abandonou seus filhos no campo do Senhor, e por um tempo crescerão juntos com os filhos do Reino, debaixo do mesmo cuidado. Mas o único motivo para essa tolerância é a preservação do trigo. Os trabalhadores de imediato queriam arrancar a planta estranha, mas o dono do campo manda que as deixem juntas para que o trigo não sofra nem um tipo de dano. Deus dispensa qualitativamente o mesmo cuidado para justos e injustos (Mt. 5.45), mas no fim das contas fica claro que seu amor é para com os seus. É por amor aos vasos de honra que Deus suporta com grande longaminidade os vasos de desonra (Rm. 9.22). Ele conhece os seus, mas considera que por esse tempo eles deverão crescer junto com os filhos do seu inimigo, usufruindo das mesmas benesses, mas não do mesmo amor.

A última distinção, e talvez a mais impactante, é o fim reservado para esta lavoura mista. Os dois tipos de plantas, assim como não têm a mesma origem, também não terão o mesmo fim. O joio será ceifado, atado e lançado ao fogo, enquanto o trigo será recolhido para o celeiro. No fim tudo será muito simples, uns ouvirão "vinde benditos de meu Pai", e outros ouvirão "apartai-vos de mim, malditos!" (Mt. 25. 34, 41). Por mais que durante esse tempo as plantas pareçam embaralhadas, o dono da lavoura sabe perfeitamente quem é trigo e quem é joio, e Ele não fará injustiça confundindo-os. A promessa que temos é que os filhos do Diabo conhecerão o choro e o ranger de dentes para sempre, enquanto os justos resplandecerão como o Sol no Reino de seu Pai.
Devemos portanto não nos enganar com a aparente proximidade entre os filhos do Reino e os filhos do Diabo. Eles estão juntos no mundo, e por vezes usufruem materialmente das mesmas benesses, mas não vieram e nem irão para o mesmo lugar. Os eleitos de Deus conhecerão a glória do Filho do Homem, resplandecendo como o sol em um novo céu e nova terra, enquanto os filhos do Diabo serão eternamente atormentados.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Calvinistas, Eleitos e Predestinados


Voltando a falar sobre predestinação, soberania de Deus, eleição, calvinistas, arminianos, etc...

Honey Leão, um amigo dos tempos do seminário, disse certa feita que até para crer na predestinação é preciso ser predestinado. Concordo! Só isso explica como alguém, mesmo já tendo nascido de novo, e sendo conhecedor da Palavra, desconsidera o axioma da soberania divina. Deus é o que é, e por ser assim, soberanamente determina e sustenta todas as coisas segundo a sua justa, santa e perfeita vontade. Ainda que não entendamos seus propósitos, e por vezes venhamos (inconscientemente ou não) duvidar de sua sabedoria no curso da história, somos chamados para sermos justos pela fé. Mas, como diria Herbert Viana, fé em que? Fé na justiça daquele que faz todas as coisas com retidão segundo o conselho de sua vontade (Efésio 1.11).

A soberania de Deus não é apenas a base para a predestinação, mas de toda amplitude da vida humana e da existência cósmica. Negar a soberania divina na salvação, pela lógica implica em nega-la na criação. Ou seja, como em meio a sua criação, soberanamente Ele decidiu chamar a existência um ser a sua imagem e semelhança, muitos séculos depois, Ele mesmo chamou este ser de volta a sua condição de original para a qual foi criado. E não só ao homem, mas também a toda a sua criação, uma vez criada e posteriormente por Ele amaldiçoada, chamou de volta ao estado de perfeição. Desta feita, não é por acaso que a Nova Criação e a Criação estão tão intimamente ligadas a soberania de Deus que nos concede a vida: E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas (Ap. 5). Ele fez a primeira vez, sem consulta ou auxilio externo algum, e da mesma forma o faz na segunda.

Todavia, quero ainda deixar bem claro que o fato de se crer na predestinação não significa ser necessariamente salvo. Ou seja, não podemos alicerçar a eleição sobre o conhecimento humano. O fato de se crer na predestinação é consequência da obra do Espírito conduzindo o eleito por toda a verdade, e não uma condição para que o mesmo seja guiado a mesma. Crer na predestinação deve ser uma das consequências da eleição e nunca a sua causa. A eleição é fundamentada unica e exclusivamente no amor de Deus (Efésios 1.4). Este é o limite do que podemos concluir, que Deus nos escolheu em amor. Talvez nunca chegaremos além desta verdade, mas creio que ela é suficiente para que sejamos eternamente gratos.

Muitos que se proclamam calvinista não entrarão no reino dos céus. Particularmente eu nem chamaria estes tais de calvinistas, uma vez que existe uma designação para eles: hipercalvinistas. Algumas pessoas dizem crer na soberania de Deus, mas desprezam completamente a responsabilidade humana. É imprescindível que aqueles que assimilam a graça manifesta no excelso amor de Deus que nos elegeu, igualmente reconheçam a necessidade de se submeterem a vontade soberana para suas vidas. Assim como Deus cumpre sobre a vida dos eleitos sua vontade de salvá-los, Ele também cumprirá nos mesmos a sua vontade de santificá-los, e a isso demanda de submissão. Na obra Soberania Banida, Wright deixa claro que Deus determina tanto os fins quanto os meios. Dentre esses meios, podemos incluir a obediência do homem ao que Deus determina em sua Palavra. Uma dessas determinações é que aqueles que foram alcançados pela graça salvífica preguem essa mesma dádiva amorosa a fim de que a mesma venha atingir outros eleitos.

Finalmente, é bom esclarecer que se crer na predestinação não é condição para ser um eleito, logo, nem todos os eleitos crerão na predestinação. Mesmo alguns que não aceitam a bíblica doutrina da eleição entrarão sim no reino. Apesar de crerem que em alguma medida fora dada uma "ajudinha" para graça de Deus salva-los, fato é que o amor de Deus cobre essa ideia arrogante. Se a graça se respaldasse sobre o quanto compreendemos a Palavra de Deus, ninguém seria salvo, e já a graça não seria graça e sim mérito. Por mais que um verdadeiro calvinista possa ter uma visão mais nítida da Palavra de Deus, respaldada na fé sobre a soberania divina, este nunca poderá exaurir ou responder infalivelmente a todos os questionamentos que existem ou que possam surgir. Por mais ou por menos que um calvinista possa conhecer a Bíblia, ele nunca poderia se dizer se intitular como tal se acreditasse que seu conhecimento pode exercer algum peso sobre a graça. Aos cada um dos eleitos será dada uma medida de conhecimento, mas a todos é necessário o dom da fé (Efésio 2.8).

Conta a história que George Whitefield foi duramente atacado por seu amigo Jonh Wesley por ser calvinista. Quando perguntado se no céu veria Wesley, Whitefield respondeu que não, pois o amigo arminiano estaria tão perto do trono de Deus que ele, distante como imaginava que estaria, não o poderia ver. Essa resposta não foi hipócrita e nem irônica, pois o grande pregador calvinista pediu que o amigo arminiano pregasse em seu funeral, o que de fato aconteceu. Creio que segundo a graça, tanto George quanto John estão hoje na presença de Deus, assim como estarão todos aqueles que Ele, em amor, soberanamente elegeu.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Desafio chamado Jó


A história de Jó para muitos se passa num contexto de uma aposta entre Deus e Satanás. Paulo Coelho, em uma ridícula tirada, afirmou certa vez no Programa do Jô que Deus jogou xadrez com o Diabo no tabuleiro da vida de Jó, e que isso tratava-se de uma piada cósmica. Pensamentos como esse pertencem à "casta" dos que são incapazes de vislumbrar a soberania de Deus sobre todas as coisas, inclusive, nesse caso, sobre Jó e Satanás.

Creio que se Deus "jogou" com alguém, esse alguém foi Satanás. Foi o anjo caído quem foi chamado para uma conversa; foi ele quem foi instigado contra Jó; a essa criatura foi dada permissão para tocar Jó, mas não o suficiente para satisfazer-lhe o desejo homicida (Jo. 8.44). Por outro lado, Deus chama Jó de meu servo, e atesta sua integridade, e com isso dá início a um tratamento na vida de Jó que Jesus séculos depois chamaria de poda: "e todo [ramo] o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda." (Jo.15.2)

Creio portanto que a experiência na vida de Jó registrada nas Escrituras é histórica, conduzida soberanamente com um santo propósito. Satanás por sua vez também é um personagem real, cuja a história aqui evidencia o quanto Deus pode usá-lo de maneira que nem ele mesmo se dá conta de que é escravo dos propósitos divinos. O diabo piamente cria que aceitando o desafio de Deus poderia provar que Ele estava errado, e ainda tirar uma "casquinha" do servo integro. Satanás sim foi um verdadeiro joguete nas mãos de Deus, a própria piada cósmica de quem achou que estava servindo aos próprios interesses quando na verdade cumpriu a vontade de seu maior inimigo.
Continua...

sábado, 25 de julho de 2009

Calvino - Inimigo Público Número 1



Em uma recente série de posts de um blog, tenho visto ataques desconjuntados a teologia de Calvino. Recém chegado ao mundo dos blogs, esse em especial serviu-me de inspiração para começar a postar. Considerei o posicionamento de seu autor que empresta seu nome ao blog de uma sobriedade incomum em nossos dias. Me afeiçoei aos ataques embasados e bem humorados à teologia da prosperidade. Mas agora, para minha surpresa, me deparo com uma perseguição passional ao Reformador.


Sei que o blogueiro não é o primeiro, e nem será o derradeiro, mas não deixa de ser incomodos os ataques tão saturados como os dele. Calvino, por esse tipo de miopia, parece resumir-se a doutrina da predestinação (chamada provocativamente de teoria predestinista). Pondero se alguém como o Reformador deveria ser lembrado apenas pelo que discorreu sobre esse tema. Creio que não, por uma questão de lucidez e justiça. Não há um correto entendimento da doutrina da predestinação em Calvino sem uma ampla consideração aos seus demais escritos. E também esse tema não é o cerne do pensamento do Reformador. Para visualizar Calvino, homem falível e pecador como todos, mas de uma magnitude assemelhada por poucos na história, seria preciso considera-lo em seu histórico, tanto em sua formação como em seu ministério. Considerar sua produção doutrinária em suas cartas, comentários e demais tratados. Analizar o complexo das Institutas da Religião Cristã começando pelas sequentes edições e sua organização. Ter em mente o efeito causado pelo que veio a ser chamado sistema calvinista no cenário de seus dias e nos séculos seguintes.


É estranho que Calvino sofra uma perseguição solitária quanto a doutrina da predestinação. Lutero, seu antecessor, volumetricamente tratou mais desse tema em suas cartas que o colega francês, mas pouco é lembrado por isso. Também quase não se fala de Agostinho pelo seu firme posicionamento contra Pelágio. É provavel que Calvino seja martirizado em razão de suas profundas e lógicas afirmações à dupla predestinação - tanto para salvação e quanto para perdição eterna. Mas, ainda assim, seria de bom tom que os ataques fossem compartilhados com outros teólogos da história. Creio, ao que tudo indica, que a intensão conspiratória é fazer parecer que Calvino inventou a predestinação.


Creio que no que se trata de predestinação, um assunto tão inflamado para muitos, não existe campo neutro em nem um outro lugar. Sou franco e direto ao afirmar que o Calvinismo ao meu ver é muito mais fidedigno em sua exposição bíblica que o arminianismo, o semi-pelagianismo, e o pelagianismo. Estes sim têm como dívida histórica a obrigação de se posicionarem com franqueza. Afirmem nitidamente seu parecer de que Deus fez quase tudo, nada, ou quase nada pelo homem. Assumam que de um lado querem ter algum mérito em sua salvação, e, de outro, querem absolver Deus do que possa parecer uma condenação injusta. Mas Deus não divide a sua glória, e não precisa de advogados. Ele é o soberano Juiz de toda a Terra. Ele (graciosamente) já respondeu sobre esse assunto quando falava ao seu servo Jó: Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. (Jó 41.11). Em suma, Ele não deve nada a ninguém, pois tudo é dele.
Que Deus conceda graça aos arminianos, pelagianos e semi-pelagianos, para entenderem e afirmarem como Jó, que Deus é soberano, que Ele tudo pode, e só não pode ser frustrado em nenhum de seus planos (Jó 42.2).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Exploração Gospel de Menores


Jesus disse que deveríamos nos tornar como crianças para recebermos o reino dos céus (Mt 18.3). Sei que a interpretação das palavras do Senhor não sugerem em momento algum que as crianças são puras ou inocentes, mas que precisamos receber o Reino como novas criaturas, recém nascidos, completamente dependentes do nosso Pai Celestial.

Crianças demonstram serem filhas de Adão desde suas primeiras manifestações intelectuais. Começam a mentir com a fraqueza de quem não tem justiça intrínseca. São egoístas e por vezes crueis causando dor ou constrangimento a outros seres. Mas crianças também são frageis e extremamente dependentes, como nenhuma outra criatura. Quando ouvimos que da boca de pequeninos procede o perfeito louvor (Sl 8.2; Mt 21.16), podemos saber que delas vêm o mais sincero grito de socorro. Nisso devemos ser como crianças, desejando ardentemente a provisão do leite espiritual para o crescimento dado pelo Pai (1Pe 2.2).

Mas ultimamente ao que parece, o mandamento de Jesus se inverteu para alguns. Ao invés de nos tornármos como uma criança, são algumas crianças que têm se tornado como adultos. Assistindo alguns videos no blog Veshame Gospel, vi crianças pregando. Estas obviamente fazem um mimetismo de pregadores pentecostais que apenas gritam palavras de "benção", e afirmam descontextualizadamente textos que sugerem prosperidade. Assim, crianças se tornam como adultos em suas depravações teológicas e na dramaticidade de suas apresentações. Elas não deixaram para trás o caráter do velho homem herdado de Adão, e não servem como parâmetro do que Jesus falou.

A exploração dessas crianças é outro vexame. Do ponto de vista teológico não às considero vítimas, mas socialmente falando é visivel que elas servem de fonte de lucro. Tanto a mídia como seus empresários se utilizam do estranho fato de que crianças gritam e gesticulam como aqueles pregadores, os quais por si já são excentricos o suficiente para chamar atenção. Essas crianças a despeito de qualquer convicção são exposta a um grande público, que se constitui uma armadilha para o ego delas. Quando encontrarem-se em dilemas sobre a trilha de suas vidas, será muito difícil separar a popularidade adquirida da verdadeira relevância que se pode ter na vida das pessoas. E ainda, se em algum momento vierem a revelar o explícito caráter de Adão, abandonando a carreira de expoente religioso, o peso da acusação será maior que um desviado "comum" sofreria.

Em suma, a exploração do talendo dramático de crianças têm cruzado os caminhos do evangelicalismo. É inegavel que existem crianças com talentos naturais incomuns, e que da meneira correta estes deveriam ser desenvolvidos. Todavia, em hipótese alguma tais talentos podem ser confundidos com os dons conferidos pelo Espírito. Algumas dessas crianças talentosas demonstram uma capacidade incomum de memorização, e outras uma desinibição digna de um artista. Mas isso não significa a capacitação do Espírito para pregar, o que passa necessáriamente pelo estudo e a compreensão espiritual das Escrituras. Crianças com talentos artísticos e intelectuais devem explorar sua capacidade sem deixar seu mundo infantil, sem a cobrança de serem o que não são. Creio que na esfera do Reino elas devem ser cada vez mais encorajadas a pregar e viver o evangelho sem a alcunha de pastores ou missionários. Elas devem ser ensinadas e não adestradas. As crianças do Reino, sejam as mais pequeninas ou as que já são adultos, devem viver para a glória de Deus, e não de si mesmas.

domingo, 19 de julho de 2009

Aviso aos Navegantes


Ainda engatinhando no mundo dos blogs, apenas hoje consegui liberar o espaço para comentários. Não sei se existiriam alguns nos posts passados, mas ta aberto ainda. Comentários são bem vindos. Como se diz, fale bem, ou fale mal... falem alguma coisa.

Té +!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Mais um pesadelo


Acabei de acordar de mais um pesadelo. Era uma bomba atômica que tinha explodido aqui nos Estados Unidos bem perto de onde estamos. Não sei se tem respaldo científico, mas no sonho eu pulei no lago (para onde de fato vamos hoje a tarde) e procurei mergulhar o mais fundo possível para tentar escapar da radiação. Quando sai e vi toda devastação ao redor, só pensei em fugir. Não havia mais niguém ao redor. Em meio a fuga, minha imaginação pareou com o pesadelo. Comecei a pensar em Hiroshim e Nagasaki, como deve ter sido um dia comum aquele até o momento fatídico. Acordei em meio a uma fuga, com casas queimadas, e apenas rastros de vida humana.

Agora já do outro lado, pensei no presente, nos loucos atômicos, Kim Jong-Il, Mahmoud Ahmadinejad, que com um simples apertar de butão pode por a perder milhares de vidas. Pensei que como foi há décadas atrás com o Japão, pode ser agora com seu feitor naqueles dias. A sensação é como se o pavil dessa bomba já estivesse aceso. O famoso "sua batata está assando".

Mas acima de tudo sei que Deus está no controle. Sei que os sinais da sua vinda já se mostram cada vez mais, e que dentre eles encotra-se a guerra. Creio que os cristãos, mesmo os verdadeiros (e principalmente estes) passarão pela grande tribulação. Não sei exatamente quando ou como ela começa. Se será com uma bomba atômica, se com uma pandemia pior que as gripes que têm surgido, se com uma fome devastadora como na África ou no sertão nordestino, se com a violência banalizada como é reportada por toda a mídia. Não sei se é tudo isso junto. Não sei se estarei vivo até, ou se sobreviverei a ela. Só sei como termina:


depois destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus;
Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.
E outra vez disseram: Aleluia! E a fumaça dela sobe para todo o sempre.
E os vinte e quatro anciãos, e os quatro animais, prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!
E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.
Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.
E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos.
E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.
E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.
E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça.
E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.
E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.
E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.
E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso.
E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus;
Para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes.
E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército.
E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.
E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes. (Apocalipse 19)


O cavaleiro que se chama Fiel e Verdadeiro, o Verbo de Deus, é quem porá fim a todas essas coisas. Ele é o mesmo que saiu na frente de todas os outros cavaleiros (Ap. 6. 2, 4, 5, 8). Foi Ele quem disse que tudo isso deveria acontecer (Mateus 23, 24). Ele também disse que ao contrário dos demais, os seus devem se alegrar pelo fim estar próximo, pois Ele certamente vem sem demora. Por um instante eu me vi preocupado, mas agora me sinto em paz. Maranata!


domingo, 12 de julho de 2009

Pesadelos


Esses últimos dias que estou de férias têm sido muito bons. Mas algumas noites tenho tido pesadelos. Não creio que hoje sonhos possam ter algum significado revelacional para nossas vidas. Creio que essa maneira de Deus falar com seus servos cessou juntamente com a revelação bíblica. Contudo, refletir sobre os sonhos, e mais propriamente aqui sobre pesadelos, é, ao meu ver, um recurso válido.

Não quero entrar no mérito do que foram meus pesadelos essas últimas noites, mas pensei no quanto é bom acordar de um pesadelo. A sensação de "ufa, foi apenas um sonho ruim" é muito aprazível. Mas e se não pudesse acordar? Deus me livre!

Pensei muito no quanto Deus é bom para comigo. Meus pesadelos eram apenas sonhos ruins que passaram com a noite. É difícl até lembrar-me dos detalhes. Algumas pessoas dizem que suas vidas são um pesadelo. Mas e nesse caso, como é possível acordar? Acredito que alguns que tiram a própria vida estão tentando acordar do que pensam ser um pesadelo. Não estou entrando no mérito da salvação de cada e dizendo que um suicida necessariamente vai pro inferno. Quero apenas refletir sobre o suposto escape que se encontra. Creio que a danação eterna é como um pesadelo do qual não se pode acordar. Lá o fogo não se estingue e nem o verme morre (Mc 9.46). Nesse caso, é provável estar passando de um pesadelo ruim para o pior de todos.

Uma ilustração terrível vem das telas de cinema. O personagem Freddy Krueger era um monstro que nos pesadelos aterrorizava pessoas. Os pesadelos se tornavam cada vez mais intensos, até que se chagava a ponto de matar as pessoas. Nesse caso, um pesadelo se tornava tão real que ceifava a vida de alguém. Um pesadelo que se torna real é o pior de todos os pesadelos. É aquele do qual não se pode acordar. Assim deve ser a morte eterna.

Graças a Deus que meus pesadelos passam literalmente da noite para o dia. Graças a Deus que nos dá a vitória em Cristo, pelo que a morte não será um eterno pesadelo. Graças a Deus porque quando eu "acordar" dessa vida terei meu sonho realizado: Estar com Cristo, o que é eternamente melhor que qualquer do que tudo. (Fp 1. 23)

sábado, 11 de julho de 2009

Hoje Preguei: João 8.32


Hoje na verdade não é bem hoje, mas o último domingo que preguei em Cuiabá antes de sair para férias. Isso foi dia 28/06.

Nesse último sermão falei sobre "A verdade a respeito da Verdade". Creio que esse texto de João 8.32 é um dos principais no que tange o conhecimento de Cristo. Ele é a própria personificação da Verdade (Jo 14.6), e a verdade é o perfeito conhecimento de tudo que é real, factual. Imagine se alguém conhecesse toda a verdade, poderia ser essa pessoa enganada de por qualquer mentira?

Todavia o conhecimento da Verdade não pode ser restrito a idéia de uma posse intelectual de fatos. O "conhecer" na Bíblia geralmente denota um tipo de envolvimento profundo, íntimo e pessoal. É praticamente um sinônimo para "amar". Portanto, aqueles a quem Jesus se dirigia em João 8 estavam diante dele, conscientes de sua palavras, a ponto de se dizer que creram nelas (v. 30), mas pelo visto não conheciam ainda a Verdade. Conhecer a Verdade é comprometer-se pessoalmente com Jesus, a qualquer custo, de tal forma que suas Palavras são espírito e vida (Jo 6. 63). Sem conhece-lo estamos mortos. Ama-se a verdade como [e mais] que a própria vida [porque é a Vida].

Além disso, há ainda a ação da Verdade sobre nós. Não somente precisamos conhece-la, mas consequentemente sermos libertos por ela. Se em uma linha a verdade é passiva, e deve ser conhecida, em outra ela torna-se altamente ativa, a ponto de nos libertar. A verdade, assim como a luz, nos liberta da cegueira da escuridão na qual encontrávamos quando mortos sem o conhecimento de Cristo (Jo 3.20-21). A Verdade está para a Luz, como a Cegueira está para as trevas. Onde está a luz, as trevas se dissipam. Assim a Verdade conhecida é a Verdade libertadora.

Mas o que seria a verdadeira liberdade? Um versículo antes Jesus havia mencionado o ser seus verdadeiros discípulos. Isso está em perfeita consonância com ser liberto. Nem sempre ser livre é ser liberto, e por isso a verdadeira liberdade aqui é ser liberto do pecado. Somos livres na medida em que somos libertos do pecado. Somos discípulos na medida em que seguimos a Jesus, e segui-lo implica em viver para ele em santidade. No contexto isso se aplica em conhece-lo como enviado de Deus, como o Messias esperado. Aqueles que supostamente haviam crido nele, não creram o suficiente para se comprometerem com a Verdade de que estava ali, diante deles, aquele que era esperado desde antes de Abraão (v. 56, 58). Aos olhos humanos aqueles judeus podiam ser extremamente santos, e por um instate até mesmo crentes nas palavras de Jesus, mas isso nada era em razão da verdadeira santidade. Eles ainda eram escravos do pecado, pois ainda não conheciam a Verdade. Ainda eram incrédulo. a sobre a pessoa de Jesus.
A verdadeira liberdade é aquela em que nos encontramos libertos pela Verdade conhecida. E assim libertos somos verdadeiros discípulos de Jesus. Já não somos mais escravos da mentira, nem cegos pelas trevas do pecado. Conhecemos a Jesus e sabemos o que Ele fez por nós, e quem nós somos agora. Por mais redundante que tudo isso pareça, a verdade é assim, é o que é. Jesus disse: Eu sou [o que sou] (v.58).

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Aviso aos Navegantes


Por motivo de viagem, o blog vai ficar sem atualizar por um tempinho. Estou em Michigan, e o notebook aqui, com o teclado configurado para o idioma local, esta indisposto para acentos da lingua portuguesa. Creio que em alguns dias tudo vai ser resolvido.
Hugs... see you folks soon.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson passa para a história.



O rei do pop, que tinha fãs como suditos, com o domínio da música e da dança, que até possuia um reino com o nome de Neverland, deixou ontem sua coroa na história. Michael Joseph Jackson (1958-2009) marcou mais de uma geração. A genialidade de quem arrastava multidões ao delírio com sua música e dança, não passou desapercebida nas últimas quatro décadas.

Também não passaram em branco (sem querer ser irônico) seus escândalos. Até hoje pairam dúvidas sobre seu caráter. Seria ele um louco que abusava de crianças em seu rancho? Seria ele apenas louco, mas inofensivo e acusado por interesse financeiro? Sua mudança de cor, uma doença de pele ou uma insatisfação com a aparência? Sinceramente, não o conheci de perto, não fui seu médico e nem seu advogado, não saberia respoder. Outros dados de sua biografia, como sua fragilidade física e emocional, campanhas para ajudar crianças, parecem contrariar as acusações mais fortes.

O que não posso negar (e penso que também mais ninguém) é o talento que este homem teve, e que marcou a história da música, da dança, da televisão e do entretenimento. Lamento que sua morte tenha deixado uma lacuna no mundo da arte e em sua própria história. Seja lembrado como mocinho ou bandido, uma coisa é certa, ele nunca será esquecido.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Uma simples reflexão...


Na Veja dessa semana, uma coluna me chamou atenção.


Iate de guerra
Em tempos de austeridade, não pega bem contar vantagem. Foi, pois, sem comentários que o bilionário russo radicado em Londres Roman Abramovich, 41 anos, acompanhou a partida de seu novo iate, o Eclipse, do estaleiro em Hamburgo para a primeira viagem de teste. O nome é apropriado: maior iate do mundo, o Eclipse tem 557 pés, custou 500 milhões de dólares e é equipado com sistema antimísseis, dois helipontos e um pequeno submarino para fuga rápida. O prazo de entrega é 2010. Enquanto aguarda, Abramovich – que com a crise perdeu bilhões, mas não a pose – pegou outro iate (tem mais três) e partiu com a namorada, Daria Zhukova, 27, para umas semanas de lazer no Mediterrâneo, com escalas na Itália e França.

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Então eu pergunto:

Em que Fogueira Santa esse Roman "sacrificou" para ter tanto dinheiro? Essa namorada ele conseguiu na Terapia do Amor? Alguma vez ele participou da Terça-feira do Milagre Urgente? Ele é um dos colaboradores do programa Show da Fé? É um dos Gideões da Renascer? É Parceiro de Deus na Sara? Ah... vai dizer que ele participou da Campanha dos R$ 7, 00 Dias de Oração do Marcos Feliciano?

A turma caça-níquel precisa urgentemente descobrir a igreja desse cara. Vai ser rico assim no inferno.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ainda existem Levitas?


Refletindo algumas semanas atrás sobre o termo “Levita”, que muitas vezes é (indevidamente) associado aos músicos da igreja, me ocorreu: Os levitas ainda existem?
O sacerdócio levítico ocupava-se de todo serviço do Tabernáculo e depois do Templo. Eles não eram apenas músicos, mas também uma espécie de zeladores e administradores do lugar onde os sacrifícios eram feitos. Também a linhagem desses sacerdotes era da tribo de Levi, da família de Arão. O sumo sacerdote era levita.
Mas sabemos, e o livro de Hebreus enfatiza isso, que Cristo veio como o maior e eterno Sumo Sacerdote, não da tribo de Levi, mas segundo a linhagem de Melquisedeque, que era além de sacerdote, rei de Salém (primitiva Jerusalém). Jesus entrou no Santos dos Santos com seu próprio sangue, e, sozinho, por nós ofereceu o maior, perfeito, único, úlitmo e suficiente sacrifício. Em tudo isso ele não foi assistido por ninguem.
Pois bem, Hebreus 8 esclarece:
Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem. Porque todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer. Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei, Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou. Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.
Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, Em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança,
Não segundo a aliança que fiz com seus pais No dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; Como não permaneceram naquela minha aliança, Eu para eles não atentei, diz o Senhor.
Porque esta é a aliança que depois daqueles dias Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo;
E não ensinará cada um a seu próximo, Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; Porque todos me conhecerão, Desde o menor deles até ao maior.
Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.
Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.

É nítido que o sarcedócio levítico passou, bem como a figura dos levitas. No N.T esse conceito só é explorado em Hebreus, e ainda assim para demonstrar que foi substituído pelo sacerdócio de Jesus, que era da tribo de Judá. Segue a declaração de Hebreus 7.11:
De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?

Somos sacerdotes hoje? Pedro diz que sim:
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; (1 Pe 2.8)Mas não se trata mais de um sacerdócio levítico, e sim real. Creio que somos sacerdotes segundo o Rei Jesus Cristo, servindo não segundo os rudimentos da lei de Israel. Somos segundo o Sumo Sacerdote, que já apresentou um único e suficiente sacrifício. O termo levita é anacrônico, nos remonta à lei, à necessidade de apresentar um animal e manter o templo em ordem. Cristo já se ofereceu, e por nós preparou o Templo, não aquele feito por mãos humanas, mas o celestial. Sigamos em frente, com Cristo, com fé em seu sacrifício. Não retrocedamos para o que passou (Hb 10.38, 39).

domingo, 21 de junho de 2009

Hoje preguei: Hebreus 13. 20-25



Pretendo nesse espaço armazenar minhas pregações dominicais. Não vou postar o sermão na íntegra, mas esboços e comentários objetivos.

Essa é a primeira sobre a última. É a primeira postagem sobre o último sermão dominical de uma série de preleções. Hoje pela graça de Deus encerrei a exposição da Epístola aos Hebreus. Comecei a pregar nessa epístola em outubro de 2007. Esse é o quarto livro que exponho integralmente de maneira seqüencial. Os outros três foram: 2a Epístola de Pedro, e as de Tiago e Judas. Senti-me desafiado a pregar dessa forma em uma aula que assisti no SPBC (Seminário Presbiteriano Brasil Central) um tempo depois de formado. Nela o Rev. Helio afirmava a importância de se pregar em seqüência, seja através da exposição integral de um livro, como também pela exploração de um tema em diversas preleções. Ele também colocou a importância de imprimir nos irmãos o costume de ler a Bíblia de maneira seqüencial, através do exemplo da própria exposição bíblica dominical.

Pois bem, esse domingo nos despedimos de Hebreus. Sinto por não ter criado esse blog antes para que outras passagens pudessem ser registradas. Mas penso que não faltará oportunidade de inserirmos comentários provenientes dessa maravilhosa epístola que tanto exalta a excelência da pessoa e da obra de Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote.

Nessas linhas finais de Hebreus, o misterioso autor passa de um pedido de oração para uma oração por seus leitores. Logo em seguida ressalta finalmente a importância de que sua palavra de exortação seja suportada. Em um parênteses do tipo “P.S” ele noticia a soltura de Timóteo, e encerra com despedidas e rogando a graça sobre todos os leitores.

O tema que trabalhei foi a Benção de Deus em seus termos. Hoje a palavra benção é doce na boca dos pregadores. Como as grandes lojas de eletrodomésticos, muitas igrejas tem ofertado suas bênçãos pelos mais variados preços. Essas bênçãos, ao contrário da encontrada na Palavra, têm cada vez mais distanciado o povo de Deus em sua santidade e justiça.

Creio que os termos da Benção de Deus encontrados neste texto são: 1) O Autor da Benção; 2) O Mediador da Benção; 3) Os efeitos da Benção sobre nós.

1) Deus de Paz é indiscutivelmente o autor da Benção. Ninguém a não ser ele pode abençoar. O escritor apenas ora pelos seus leitores, mas o sujeito de sua oração é o Deus da paz que pode aperfeiçoá-los. O Deus é de paz no sentido do concerto realizado com o homem mediante seu Filho. Esse é também a paz de Cristo, concedida diferente da que o mundo dá (Jo 14. 27).

2) O Mediador da benção é Jesus Cristo. É então enfatizada a ressurreição, seu perfeito cuidado sobre suas ovelhas, e o poderoso efeito de sua obra. Deus estabeleceu a paz conosco por meio da morte de seu Filho, e a prova disso é que o mesmo ressuscitou dos mortos. Ele é o grande Pastor, que pagando o mais alto preço por nós, não pode perder nem um dos que são seus. Finalmente as duas doutrinas principais dessa epístola são conjugadas na afirmação “pelo sangue da aliança eterna”, que significa que esse Pastor é o mesmo Sumo Sacerdote assentado a direita de Deus Pai, que estabeleceu por seu precioso sangue a Nova e Eterna Aliança (capítulo 8).

3) Somos assim abençoados na medida em que Deus nos aperfeiçoa operando em nós para cumprirmos sua vontade. Assim como fez com seu Filho, cumprindo nele seu propósito, também completará em nós sua obra, de maneira que vivamos pelo bem. Deus nada faz pela metade, e a sua obra que começou em nós ele completará com certeza (Fp. 1.6). Ele opera isso para que cumpramos sua vontade, e rendamos sempre glória a Deus. Ainda podemos considerar efeito da benção de Deus em Cristo, que possamos suportar sua Palavra (O autor relativamente expos de forma resumida, já além do tema tratado existem inúmeros outros a serem expostos). Além disso acrescenta-se que, mesmo passando por tribulações como Timóteo, devemos entender isso como benção e motivos para perseveremos. Por fim, que possamos viver em comunhão com os santos e os líderes que pregam a Palavra de Deus (v. 7, 17). Tudo isso é possível em razão da graça.

Creio que essa Palavra muito tem a nos falar sobre a natureza da benção de Deus, a qual não pode ser conciliada com um mercado da fé, onde as pessoas compram (muitas vezes literalmente) o que acreditam ser o benefício de Deus. A receptividade desses benefícios, como a do prato de lentilhas de Esaú (12.16), pode até matar a fome de artefatos materiais, mas demonstra o quanto se pode estar longe de Deus mesmo que usufruindo de suas dádivas. Nada supera a benção de Deus que é a eterna aliança de paz feita por Ele em seu Filho, o Sumo Sacerdote.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quem tem posto a mão no arado?


Quando Jesus falou a respeito do arado, que não podia ser manejado olhando para trás, Ele mesmo estava num caminho sem volta, que não podia ser atrasado por nada nesse mundo. Lucas 9 começa falando do envio dos discípulos que não podiam se deter, mas deveriam pregar o reino e fazer curas. Quando a multidão seguiu Jesus e se viu com fome, não foi permitido aos discípulos despedi-los, nem ir a cidade comprar comida. Com o que tinham deveriam alimentar os famintos. Mais adiante no texto, quando acontece a transfiguração diante de Pedro, Tiago e João, a proposta de ficarem ali parecia agradável, mas terminantemente negada. Logo deveriam descer e se deparar com um pai desesperado por causa de um filho possesso. E ainda, os discípulos ao debaterem entre si sobre o grau de importância de cada um, foram ensinados pelo Mestre que a simplicidade de uma criança é a meta para ser maior. Por fim, mesmo não recebendo acolhida entre os samaritanos, Jesus não deu ouvido à proposta de João e Tiago de vingança pessoal, mas antes os repreendeu e segui para outra aldeia.

Jesus deixou claro a um que se propusera segui-lo, até pela experiência recente entre os samaritanos que o Filho do homem não tinha onde reclinar a cabeça. Ao outro que pediu que se lhe concedesse sepultar o pai, disse que os mortos deveriam sepultar seus mortos. Nesse contexto nos deparamos com a observação final do verso 61: Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus. É muito claro que Jesus fala de uma caminhada reta, objetiva, sem entraves para os que deveriam segui-lo. Mas para onde Ele estava indo? O verso 51 fala do firme propósito de ir para Jerusalém. Já havia sido dito que era necessário que ele padecesse, morresse nas mãos dos anciões, e por fim ressuscitasse. Jesus seguia para Jerusalém, para o tempo da sua glória.

Jesus não olhou para trás em momento algum. Não vacilou, mas correu para o que lhe estava proposto desde a eternidade. Não considerou um tempo para descansar ou sequer postergar o que o esperava em Jerusalém. Da mesma sorte, Ele nos diz que alguém apto para o Reino deve olhar firme para frente, a fim de que o arado não perca a direção. Podemos lançar algumas questões sobre a figura do arado que Jesus usou. (1) Quem tem posto a mão no arado? (2) É impossível olhar para trás enquanto estiver arando? (3) O que será do arado quando olharem para trás?

Certamente os que têm posto a mão no arado são os que se dispuseram a seguir após Jesus, aqueles que como os discípulos no início do capítulo saíram para pregar o reino. Os que vivem a própria vida não se encaixam nesse perfil, os que preferem salvar a própria vida (verso 24). Mas em relação à questão seguinte, deve-se admitir a possibilidade de que ainda com a mão no arado, algumas pessoas não sejam aprovadas, e isso é um dado preocupante. O ponto não é a impossibilidade, mas a não permissão para tanto. Ora, não se trata simplesmente de abrir mão de suas vidas por qualquer motivo, mas de seguir a Jesus no mesmo caminho. Ir após Ele até Jerusalém com o mesmo firme propósito (verso 51). Por fim, considerando quem põe a mão no arado, mas olha para trás, observa-se que nunca chegará a Jerusalém, nunca passará pela cruz com Cristo. É um arado torto, com voltas longas de auto-exaltação, com interrupções de pensamentos de auto-satisfação, e omissão nos deveres.

Devemos nos questionar se de fato já pusemos a mão no arado, se temos realmente seguido após Jesus. Se nosso arado não é torto. Se somos aptos. Se nossa caminhada é até Jerusalém com Ele.
Poderíamos dizer com a mesma propriedade que Paulo?
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
Gálatas 2.20

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Disse eu: Haja o meu blog!

Já faz algum tempo que penso em criar um blog. Tavez isso represente vaidade, ou realmente a pretenção de servir de alguma forma. Pelo não, pelo sim, digo: Haja o meu blog!
Creio que escrever seja uma maneira de testemunhar para a posteriadade. Em muitos casos pode até não ser uma grande posteridade, ou um bom testemunho. Todavia, no meu caso, espero deixar algo relevante para alguém. Palavras, assim como fotos, dizem como éramos tempos atrás. Muito do que já escrevi, e que só eu tenho acesso (escrito em papel na pré-história da internet) me mostra como mudei. Tenho a impressão que para melhor. Creio que Deus tem sido bom comigo, pois me tem dado graça para crescer no seu conhecimento. Presciso continuar crescendo, preciso sempre de mais graça.
Minha intenção nesse blog é comunicar de maneira viva o que tenho entendido da Palavra de Deus. Trazer meus pensamentos para o espaço e tempo, não conformando com esse século. Deixar registrado um pouco do que fui e sou - como o Espírito tem mudado minha vida, minhas atitudes e idéias.
O testemunho de Deus pela sua criação é enorme, e sei que soa como pretenção parafrasear o versículo 3 de Gênesis 1 no título dessa primeira postagem. Mas pretendo criar, não como Deus criou ex nihilo - do nada, mas como ele me chamou para criar, a partir de sua Palavra. O Criador disse: Haja luz! E também disse em outro momento: Sois Luz (Mt. 5.14). Espero que pela sua Palavra eu possa ser luz através desse blog.

Vicit Agnus noster, Eum Sequamur (Venceu o nosso Cordeiro, vamos segui-lo - lema dos moravianos)