sábado, 24 de março de 2012

E Deus com isso?

O povo na ausência de Moisés, sentiu-se a vontade para proceder como lhes parecia melhor. Imaginavam igualmente que Deus estava fora. (Êxodo 32.1)

Em vista dos recentes acontecimentos envolvendo Valdemiro Santiago e Edir Macedo e sua guerra nada santa, ateus e idólatras de todas as espécies têm aplaudido efusivamente o que seria mais uma prova de que os evangélicos são a escória do mundo. Como se já não bastasse, uma semana antes da matéria televisiva, a revista Veja trouxe duas reportagens sobre pastores envolvidos com assassinato, tráfico de drogas e estupro – Marcos Pereira, da Assembléia de Deus dos Últimos Dias; e Mário de Oliveira, deputado federal e presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular. Como se todos fossem iguais, sedentos por poder e dinheiro, mentirosos e manipuladores da Palavra, a figura destes falsos profetas serve como carimbo das críticas lançadas aos cristãos de linha evangélica.

Alguns irmãozinhos, em suas fraquezas, se escandalizam ou negam os fatos. Não concebem essa realidade a luz de um Deus que têm tudo sob controle. Os que escandalizam-se apartam-se da Palavra, imaginando que ou Deus é muito fraco, ou não está nem ai. Sentem-se mais justos que o próprio Deus, pois em seu crivo moral a igreja chegou ao fundo do poço. Os incrédulos dos fatos, e crentes em mentiras, tentam tapar o sol com a peneira da perseguição. Criam teorias conspiratórias contra os “ungidos de Deus” e dicotomizam o bem e o mal entre igreja e mundo. Penso que algo precisa ser dito a esse respeito, quanto ao lugar em que Deus está, e nossa postura diante das circunstâncias.

Primeiro não podemos conceber que Deus está profundamente decepcionado com a Igreja, ou surpreso com os noticiários. Pensar que Ele esperava algo melhor de nós, e que em vista de tudo que se vê até hoje, foi um incalculável desperdício a morte de seu Filho na cruz. Não, Deus está onde sempre esteve, em seu alto e sublime trono (Isaias 6.1). A menos que sejamos adeptos do teísmo aberto, não podemos conceber que Deus está de mãos atadas diante dos acontecimentos, que Ele não previa ou que nada pode fazer no curso da história. Deus está muito mais ciente dos fatos que nós, uma vez que Ele determina e conhece previamente todos estes eventos (Atos 2.23) 1. Sim, Deus desde muito já afirmava a miscigenação de seu povo eleito com os réprobos, e ao mesmo tempo condenava-a. Apesar das ordem de que não se misturasse com os povos de Canaã (Deuteronômio 7.1-5), Israel abriu as portas ao sincretismo religioso. Deus não foi pego de surpresa pela desobediência de seu povo, Ele tanto previa como também determinaria o seu propósito sobre isso (Juízes 2.20 - 3.6).

Mas a culpa não é apenas dos vizinhos de Israel. Sejamos justos, mesmo antes desta miscigenação étnica e religiosa, Israel no deserto carregou consigo a idolatria dos egípcios, demonstrando sua constante inclinação para o que é mal (Êxodo 32. 1-6). E ao longo de toda a sua história no Antigo Testamento cometeram atos atrozes contra a Santidade de Deus. Essa era a Igreja naqueles dias. A Igreja nestes dias é o Israel do Senhor. Tanto há um continuísmo nesse sentido, que Paulo adverte-nos para não repetirmos os pecados de outrora (1 Coríntios 10. 1-12). Portanto, desde muito, e até hoje, é perceptível dentre o povo de Deus certa inclinação para o pecado, seja de idolatria, imoralidade ou violência. O joio sempre esteve plantado junto ao trigo, e Deus sabe disso, e no tempo certo trará juízo final sobre as sementes do mal (Mateus 13. 24-30).

Seguindo a mesma linha, no Antigo e no Novo temos esta evidência de falsos profetas e falsos apóstolos. Basta lermos os profetas bíblicos para conhecermos a descrição dos falsos profetas (Jeremias 23.25-32). E mesmo no Novo, Jesus já afirmava a manifestação de falsos profetas e cristos (Mateus 7.15; 24.24), e Paulo salientava a atuação deles e de falsos apóstolos e mestres (Atos 20.29,30; 2 Coríntios 11.13, 14; 1 Timóteo 4.3).

O Senhor da História não está surpreso com os acontecimentos, nem com os primeiros e nem com os últimos. As Escrituras relatam que estas coisas provam o povo de Deus, para saber se seus corações estão postos nEle, em sua Palavra. Também é dito que essas coisas servem de exemplo para nós, uma vez que Deus derramou juízo sobre esses homens no passado.

De nossa parte estejamos firmes na certeza da soberania, justiça e sabedoria de Deus. Engajados como verdadeiros profetas que afirmam a Palavra de Deus, tanto a salvação em Cristo, como a condenação daqueles que não têm temor de seu Nome. Sabemos que nesse Nome somos salvos, e que Ele há de julgar aqueles que falsamente o invocam dizendo “Senhor, Senhor” (Mateus 7.21-23).

3 comentários:

Anônimo disse...

eu nao concordo com essa guerra por que o senhor jesus diz amai uns ao outros como vos amei a biblia diz amai ao proximo como a ti mesmo aquele que ama Deus e nao ama seu irmao e mentiroso nao ama DEUS eu sou evangelica mais tem o trigo e tem o joio e nem todos que diz senhor senhor entraras no Reino do DE DEUS eu tenho que lutar muito se eu quizer alcançar a salvaçaopor que eu peco 24 horas por dia

Rneto disse...

A salvação é uma conquista, todos os dias tempos que nos render aos pés do Senhor e pedir perdão por nossas falhas. A Bíblia nos adverte que temos buscar ser santos, e fugirmos da aparência do mal.

Adalberto Taques disse...

Rneto... a salvação é uma conquista de Jesus na cruz. Do dia em que cremos em sua Palavra, recebemos a salvação pela fé. Todos os dias devemos buscar a santificação, crendo que ela nos foi outorgada pelo sangue de Jesus, e não por nossos méritos.